Natal: Tempo de Recolhimento

Maria Teresa G. P. Peixoto

Já é Natal! Já é final do ano!
“Já era” 2009!
Mais um Natal chegando, lembrando que mais um ano se passou.
Mais um ano que passou pra mim, pra você, pra toda a humanidade.
O que vivemos em mais um ano? O que sonhamos em mais um ano? O que construímos e do que desistimos?
Repetição de uma história? Repetição da sua história? Energias renovadas ou energias estagnadas?
O que vivemos em mais um ano?
Amor? Dor? Compaixão? Elevação?
Trabalho? Conhecimento? Diversão?
O que vivemos em mais um ano?
Mortes? Nascimentos? Isolamento?
Perdas? Ganhos? Crescimento?
O que você viveu em mais um ano?
Em que momentos você avançou?
Em que momentos você recuou?
Olhou em volta? Olhou pros lados?
Olhou pra frente? Olhou pra trás?
Sonhou grande ou sonhou médio?
Sonhou, pelo menos?
Natal: Tempo de Recolhimento!
Recolhimento para escutar.
Recolhimento para enxergar.
Recolher-se para tocar.
Natal: Tempo de recolhimento!
Recolhimento da alma,
Recolhimento do corpo,
Recolhimento do coração.
Natal: Tempo de Recolhimento!
Recolhimento no aconchego,
Recolhimento na acolhida,
Recolhimento dos ruídos da vida.
Pra você, um Natal de Paz, de Luz e de Alegria.
E…
Forças renovadas em 2010!

Maria Teresa, Mauricio e Pedro Henrique

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Vida Interior: O Ato heróico de cada um de nós.

Se dependêssemos de um grande acontecimento na nossa vida para nos sentirmos preeenchidos, posssivelmente viveríamos grande parte dela com a sensação do não realizado, insatisfeitos.

São nas pequenas realizações do cotidiano que criamos o sentimento de estarmos plenos. O alimento que nos preenche reside no compromisso que assumimos a cada minuto do nosso dia, na realização de cada mini-tarefa necessária para atingirmos um objetivo maior.

Portanto, o verdadeiro ato heróico está dentro de nós. O verdadeiro ato heróico está naquele momento em que você pára e pensa: OK ! Missão cumprida. . .

E não importa o tamanho da missâo ou que ela seja grandiosa. Mas sim do significado que aquela missão representa naquele momento de sua vida.

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Quais os dois elementos essenciais da inteligência intrapessoal? (ou da interpessoal?)

 

Baseado em Gardner, H.: As Inteligências Pessoais,
in Gardner, H.:Estruturas da Mente:
A Teoria das Inteligências Múltiplas,
Porto Alegre, Ed Artes Médicas Sul, 1994

 

A semana passada recebi a pergunta cuja resposta eu dou aqui. Faço-o porque acho que ela interessa a muito mais gente que apenas à pessoa que deixou o comentário. Pela sua pergunta eu agora agradeço publicamente a oportunidade de esclarecer. A pergunta deixada foi:

"Segundo Gardner, quais os dois elementos essenciais da inteligência intrapessoal?".

Bem, vamos à resposta:

Há pelo menos dois aspectos em sua pergunta: "Segundo Gardner, quais os dois elementos essenciais da inteligência intrapessoal?".
O primeiro é que ela se parece com questão de prova ou trabalho de faculdade. Neste aspecto, saber se a pergunta faz sentido ou não depende de como o assunto foi tratado em aula e dos objetivos do professor. Por isto não me cabe qualquer comentário a respeito.
O segundo aspecto se refere ao contexto do meu post. Nele eu não apresentei "elementos essenciais" e sim características prováveis de um indivíduo com inteligência intrapessoal bem desenvolvida. Assim dizer que que alguém "é intrapessoal" significa dizer que aquele conjunto (ou parte dele) é facilmente reconhecível na pessoa. Agora o que é "facilmente" e qual parte o conjunto é significativa depende de julgamento pessoal e experiência prática no trato com o assunto. Por isto não há sentido na pergunta feita.
No entanto é relevante perguntar-se, isto sim, o que é essencial (que é necessário, indispensável) para reconhecer a existência da inteligência intrapessoal. Gardner propõe uma teoria que postula a existência de múltiplas inteligências, em oposição aos defensores da inteligência única. Por isto ele propõe uma definição geral para inteligência, definições particulares para cada tipo de inteligências e finalmente critérios para validar a existência e argumentos em defesa de cada uma das inteligências propostas. Eu publiquei vários posts sobre o tema. Há quatro que são específicos sobre definição geral e critérios (partes 1 e 2). Além disto há outros que falam sobra cada inteligência e os argumentos em sua defesa (você encontra uma lista dos já publicados ao final deste post.
Neste sentido e voltando à questão original, o que é essencial é a definição (descrição de – algo ou alguém) – por seus caracteres distintos) de inteligência intrapessoal. E aqui Gardner é claro, quanto ao que é cada uma. Por isto reproduzo “ipsis literis” o que ele apresenta em seu livro

Inteligência Intrapessoal

Neste capítulo examinarei o desenvolvimento de ambos aspectos da natureza humana. De um lado há o desenvolvimento dos aspectos internos de uma pessoa. A capacidade central em funcionamento aqui é o acesso à nossa própria vida sentimental (grifo meu) – nossa gama de afetos e emoções: a capacidade de efetuar instantaneamente discriminações entre estes sentimentos e, enfim, rotulá-las, envolvê-Ias em códigos simbólicos, basear-se nelas corno um meio de entender e orientar nosso comportamento. Em sua forma mais primitiva, a inteligência intrapessoal equivale a pouco mais do que a capacidade de distinguir um sentimento de prazer de um de dor e, com base nesta discriminação tornar-se mais envolvido ou retrair-se de uma situa­ção. Em seu nível mais avançado, o conhecimento intrapessoal permite que detec­temos e simbolizemos conjuntos de sentimentos altamente complexos e diferencia­dos. Descobre-se esta forma de inteligência desenvolvida no romancista (corno Proust) que é capaz de escrever introspectivamente sobre sentimentos, no paciente (ou terapeuta) que chega a adquirir um conhecimento profundo de sua própria vida sentimental, no velho sábio que baseia-se em sua riqueza de experiências internas para aconselhar os membros de sua comunidade.

Inteligência Interpessoal

A outra inteligência pessoal volta-se para fora, para outros indivíduos. A capacidade central aqui é a capacidade de observar e fazer distinções entre outros indiví­duos e, em particular, entre seus humores, temperamentos, motivações e intenções (grifo meu). Examinada em sua forma mais elementar, a inteligência interpessoal acarreta a capacidade da criança pequena de discriminar entre os indivíduos ao seu redor e detectar seus vários humores. Numa forma avançada, o conhecimento pessoal permite que um adulto hábil leia as intenções e desejos – mesmo quando foram ocultados – de muitos outros indivíduos e, potencialmente, hajam em cima deste conhecimento – por exemplo, influenciando um grupo de indivíduos díspares a comportar-se ao longo de linhas desejadas. Vemos formas altamente desenvolvidas de inteligência interpessoal em líderes políticos e religiosos (um Mahatma Gandhi ou um Lyndon Johnson), em pais e professores hábeis e em indivíduos envolvidos em profissões de ajuda, sejam eles terapeutas, conselheiros ou xamãs.

Espero com isto ter sido capaz de responder
à pergunta feita. Obrigado “nareliane” !

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    Psicologia das Massas ou A multidão pensa?

    Exemplo impressionante de psicologia das massas:

    1. Um líder com carisma (a banda e a Oprah).
    2. Uma multidão de fãs.
    3. Uma mensagem simples (a música). Um conteúdo específico simples a ser aprendido (a dança) que já é pressuposto (pessoas dançam em shows) e uns poucos multiplicadores.
    4. Rápidamente milhares aprendem. Isto é, se aprender é repetir uma ação.
    5. Alguém (da multidão, é claro!), pensou no que fez, ou só se divertiu?
    6. Agora, que tal usar as mesmas técnicas para obter-se o que se quer de um povo? Ou será que já estão fazendo isto?

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    Mudanças produzem ansiedade

    (Lya Luft, Perdas e Ganhos

    Sair do estabelecido e habitual, mesmo ruim, é sempre perturbador. O desejo de ser livre é forte, o medo de sair da situação conhecida, por pior que ela seja pode ser maior ainda.

    Para nos reorganizarmos precisamos nos desmontar, refazer esse enigma nosso e descobrir qual é afinal, o projeto de cada um de nós.

     

     

    Você tem algo a dizer ? Quer ampliar o debate ? Comentários são bem vindos.

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    Gardner e a Inteligência Lingüística – A poesia

    Inteligencia_liguistica_logo

    Resumo de Gardner, H.: Inteligência Espacial in Gardner, H.: Estruturas da Mente: A Teoria das Inteligências Múltiplas, Porto Alegre, Ed Artes Médicas Sul, 1994

    Poesia: A inteligência lingúistica exemplificada

    Ao falarmos de Inteligência Lingüística, nos referimos à uma habilidade em lidar com todos os aspectos da linguagem e por meio dela da comunicação humana. Compreendê-la é compreender como falamos, escrevemos e nos comunicamos. Neste sentido Gardner nos traz como protótipo da Inteligência Lingüística em ação a POESIA. Isto porque oa autor entende que o poeta é o ser hmano que precisa usar a linguagem em todos as sua variadas nuances, extendendo-a nos seus limites, às vêzes ultrapassando-os.

    Operações centrais da linguagem

    Em sua atividade o poeta demonstra com clareza as operações centrais. A maior parte de nós, não sendo poeta, não é capaz de fazer uso destas operações centrais com a habilidade deste. No entanto, em maior ou menor grau, todos as usamos.

    Uma delas é a grande sensibilidade ao significado das palavras. Por exemplo, escolher a palavra exata é fundamental para um poema: algo de ruim acontece com o personagem; isto é mau, ruim, desastroso, mórbido, catastrófico, letal, mortal, péssimo ou danoso? Qual a diferença entre derramar tinta “intencionalmente”, “deliberadamente” ou “de propósito” ?

    Outra é a atenção à ordem entre as palavras, isto é, a capacidade de seguir as regras gramaticais e em momentos escolhidos saber como e porque quebrá-las.

    Na esfera sensorial, ser sensível aos sons, ritmos e metros das palavras, o que pode tornar belo um poema mesmo quando apresentado em uma língua estrangeira. E isto explica porque é muito melhor ouvir um poema do que le-lo.

    Finalmente a habilidade em manipular as diferentes funções da linguagem: entusiamar, convencer, seduzir, estimular, transmitir informações, ensinar ou simplesmente agradar.

    O desenvolvimento de habilidades lingüísticas

    A criança, logo aos primeiros meses de vida, mesmo quando surdas, começam a balbuciar. Por volta do segundo ano, inicia a pronunciar palavras isoladas, e após algum tempo concatena-as em frases significativas “nênê chorou”, “comer papá”, etc. Por volta do terceiro ano a complexidade aumenta, inclusive fazendo perguntas. E finalmente aos cinco anos a complexidade e a sintaxe se aproximam daquela exibida pelo adulto.

    Há ainda vasta variabilidade individual, tanto na faixa cronológica como ainda no tipo e ordem de atividade lingüística que apresentam. Por exemplo eis o que Jean Paul Sartre escreve aos nove anos de idade:

    Ao escrever eu estava existindo… minha caneta corria tão rápido que era comum que meu punho doesse. Eu jogava os cadernos preenchidos no chão e, enfim, esquecia deles, eles desapareciam… Eu escrevia para escrever. Não me arrependo disso; se eu tivesse lido, teria tentado agradar [como o fiz em meus desempenhos orais anteriores]. Eu teria me tomado um prodígio de novo. Sendo clandestino eu era verdadeiro.

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  • Comentários (1)

    "EARTH SONG" (Canção da Terra) by MICHAEL JACKSON

    Recebi o email abaixo transcrito. Não sei se o que afirma o texto é verdadeiro, mas gostei muito do clipe. Espero que gostem também. E mais que isto reflitam cobre a mensagem.

    Prof. Mauricio

    O vídeo do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem "Billie Jean", nem "Beat it", e sim a ecológica  "Earth Song", de 1996.

    A letra fala de desmatamento, sobrepesca e poluição, e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca teria a oportunidade de assistir na televisão.

    O Detalhe: "Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clipe.

    Veja, então, o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson. Filmado na África, Amazônia, Croácia e Nova York.
    Emocionante!

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