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	<title>Blog da Officina da Mente</title>
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	<description>Aprendizagem, técnicas de estudo e desenvolvimento pessoal</description>
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		<title>Blog da Officina da Mente</title>
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		<title>Copiar  ou prestar aten&#231;&#227;o?  Rela&#231;&#245;es entre termos correlatos</title>
		<link>http://officinadamente.wordpress.com/2011/12/13/copiar-ou-prestar-ateno-relaes-entre-termos-correlatos/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 12:21:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No post da semana passada terminamos uma etapa importante. Ensinanos como fazer a Atitude Mental de Atenção. Com isto você já se capacitou para fazer o que prometemos desde o início desta série: Prestar atenção! No entanto, há alguns alertas que devemos fazer. Isto porque frequentemente confundimos a atenção com outras coisas bem diferentes. E [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=officinadamente.wordpress.com&amp;blog=5254065&amp;post=2345&amp;subd=officinadamente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">No post da semana passada terminamos uma etapa importante. Ensinanos como fazer a Atitude Mental de Atenção. Com isto você já se capacitou para fazer o que prometemos desde o início desta série: Prestar atenção!</p>
<p align="justify">No entanto, há alguns alertas que devemos fazer. Isto porque frequentemente confundimos a atenção com outras coisas bem diferentes. E quando isto acontece, nem prestamos atenção nem obtemos estas outras coisas. Mais que isto, às vezes, esperamos da atenção benefícios que ela não pode dar. </p>
<p align="justify">Por isto hoje trabalharei com vocês três palavras que que podem ser um problema para quem quer prestar atenção. São elas:</p>
<ul>
<li>
<div align="justify"><strong>Memória</strong></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><strong>Interesse</strong></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><strong>Compreensão</strong></div>
</li>
</ul>
<h1 align="justify">Memória e atenção </h1>
<p align="justify">Do que foi dito até agora, pode parecer que a constru<a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/capturar018.jpg"><img style="background-image:none;border-bottom:0;border-left:0;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;border-top:0;border-right:0;padding-top:0;" title="Capturar018" border="0" alt="Capturar018" align="right" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/capturar018_thumb.jpg?w=121&#038;h=141" width="121" height="141" /></a>ção das formas mentais é uma técnica de memorização. É razoável imaginar que eu internalizo uma informação ela estará disponível sempre que necessário. Mas isto não é verdade. Quantas vezes não conseguimos lembrar-se de algo que já soubemos, até com muita profundidade? </p>
<p align="justify">Você dirá: Claro, há coisas que não uso há muito tempo e com isto a memória vai se &quot;apagando&quot;. E você estará certo. A prática é uma forma muito eficaz de memorizar. Mas isto nos leva à uma característica essencial da memória e que a diferencia d atenção. </p>
<p align="justify">Quando nos lembramos de algo, o fazemos por conta de duas coisas:</p>
<ol>
<li>
<div align="justify">Este algo já estava dentro de nossa mente e;</div>
</li>
<li>
<div align="justify">de alguma maneira conseguimos trazê-lo à consciência. </div>
</li>
</ol>
<p align="justify">E é esta a diferença. Na atenção apenas introjetamos o objeto. Na memorização o objeto já introjetado é trazido de volta à consciência. </p>
<p align="justify">Outra forma de discriminar um termo do outro é ressaltar que na atenção temos em nossa presença o objeto a ser apreendido. Ele é algo do mundo externo e para fazê-lo existir na mente, construo a forma mental correspondente. Já na memória não: o objeto não está mais no mundo externo (pelo menos não na minha presença). Ele existe apenas como forma mental.</p>
<p align="justify">Na atenção fazemos existir mentalmente algo que lá estava ausente. Na memória este algo já existe; nossa tarefa é recuperá-lo.</p>
<p align="justify">Outro ponto importante, é que a atenção é indispensável para a memória. Se a memória recupera uma forma mental pré-existente, é por meio da atenção que ela é construída. Não é possível memorizar sem a atenção anterior. </p>
<p align="justify">Por exemplo, se você está em sala de aula e o professor está explicando um conteúdo, cabe primeiro atentar para ele (construir a forma mental), e isto durante a aula. Já na hora da prova, longe da explicação do professor você precisa exercitar a memória (recuperando a forma mental criada pela atenção) </p>
<p align="justify">Assim temos: </p>
<ul>
<li>
<div align="justify"><strong>Atenção</strong> <b>=</b> Presença do objeto <b>+</b> Construção da forma mental correspondente. </div>
</li>
<li>
<div align="justify"><strong>Memória</strong> <b>=</b> Ausência do objeto <b>+</b> Recuperação da forma mental pré-existente. </div>
</li>
</ul>
<p align="justify">Esta diferença tem consequências práticas. Sendo diferentes as tarefas &#8211; construir e recuperar as formas mentais &#8211; são também diferentes as operações mentais que as executam. O propósito deste capítulo é ensiná-lo a praticar a atitude mental de atenção. A atitude mental de memorização é tema de outro texto. </p>
<h1 align="justify">Gostar do assunto (Interesse) e Atenção </h1>
<p align="justify">Segundo o Aurélio; interesse é &quot;estado de espírito que se tem para com aquilo que se acha digno de atenção&quot;. É portanto resultante do valor que se dá a algo. É só após isto que surge a atenção, Eis aí uma primeira distinção. Outra definição da mesma fonte: &quot;qualidade do que retém a atenção, que prende o espírito&quot;. Isto é é algo que atrai, que prende a atenção. Não é ela própria a atenção. </p>
<p align="justify">Que não se negue a importância do interesse. Para atentar, já disse antes, é preciso valorizar o mundo apreendido. Quando gostamos de algo, tudo é mais fácil. É muito importante queo professor motive os seus alunos. Sem saber o valor dos conteúdos apresentados, é difícil que se sintam atraídos por ele. </p>
<h4 align="justify">Qual a função do interesse? </h4>
<p align="justify">Mas a questão aqui é outra. Afirmo que o interêsse não é suficiente para que o aluno aprenda. Se o caminho é aplainado por ele, o aprendizado começa a ocorrer apenas no momento da atenção. Tomemos um exemplo de La Garanderie: <a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/capturar019.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;padding-top:0;border-width:0;" title="Capturar019" border="0" alt="Capturar019" align="right" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/capturar019_thumb.jpg?w=99&#038;h=190" width="99" height="190" /></a></p>
<blockquote><p align="justify">“Filipe é apaixonado por motos. Observa-as, assiste corridas, vai a oficinas. Lê revistas, coleciona fotos. Fala sobre elas o tempo todo, com seus amigos e com quem mais estiver por perto. Questionado, sabe tudo sobre elas. E por quê este desempenho? Porque dado o seu interesse está atento a tudo o que se refere a elas.”</p>
</blockquote>
<p align="justify">Nos termos deste texto, está constantemente criando formas mentais do objeto do seu interesse. Tem imagens mentais das motos, relembra corridas importantes, executa em sua imaginação os movimentos do piloto de sua preferência. Assim é que por conta do seu interesse criou espontaneamente uma &quot;biblioteca mental&quot; sobre o assunto. E. quando questionado, basta recuperar a forma mental pertinente<a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftn2_4075" name="_ftnref2_4075"><sup></sup><sup>[1]</sup></a><sup>.</sup></p>
<p align="justify">O que chama a atenção neste exemplo é a criação espontânea das formas mentais. Aqui o interesse foi o ponto de partida, mas o desempenho de Filipe não se deu apenas em função do seu interesse por motos, mas porque desenvolveu em relação à elas o hábito de regularmente criar formas mentais dos objetos do seu interesse. </p>
<p align="justify">Agora tomemos outro exemplo. </p>
<p align="justify">Suponhamos que João não tenha qualquer interesse em motos, mas que por conta do destino empregou-se em uma loja de vendas de motocicletas. Ele não se interessa por elas, nem mesmo gosta, mas sabe que do seu conhecimento e da sua capacidade de se relacionar com os amantes do veículo, depende seu desempenho como vendedor e, portanto o seu sustento. </p>
<h4 align="justify">A diferença está na atenção! </h4>
<p align="justify">Agora João se comporta exatamente como Felipe, lê as revistas, assiste à corridas, fala com pessoas, etc. Como Felipe, cria as formas mentais adequadas. Como Felipe, portanto, aprende bastante sobre motos, porém não por prazer, mas apenas pelas suas necessidades profissionais. De novo, assim como Felipe a razão para o seu desempenho não foi o interesse, muito pelo contrário, mas sim a criação de formas mentais. </p>
<p align="justify">Em defesa do papel do interesse, é provável que Felipe e João se comportem de forma diferente ao longo do tempo. O desempenho de Felipe, provavelmente se manterá alto durante longo tempo, já que ele gosta de motos. Já o de João, provavelmente desaparecerá tão logo ele troque de emprego. Afinal, ele não gosta delas, aprendeu apenas para poder ganhar dinheiro. </p>
<h1 align="justify">Compreensão e Atenção </h1>
<p align="justify">Parece, às vezes, que basta prestar atenção à aula para compreender um assunto. Basta que o professor explique direito o tema, para que o aluno compreenda. É como se a compreensão fosse uma consequência direta e automática da aula e atenção adequadas. </p>
<p align="justify">Neste sentido então, quase se iguala atenção à compreensão. Isto se deve em parte ao desconhecimento das operações mentais específicas à cada tarefa. Já nos referimos à atitude mental de atenção. Vejamos agora o que se passa durante o processo de compreender. </p>
<p align="justify">É comum em sala de aula que o professor pergunte aos alunos se compreenderam o que foi dito. Mas o que é compreender? Quando na dúvida, o professor costuma testar a compreensão fazendo perguntas ao aluno sobre o que foi dito. Talvez isto já tenha acontecido com você. As respostas em geral, situam-se em quatro categorias. O aluno: <a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/capturar020.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;padding-top:0;border-width:0;margin:0 0 0 13px;" title="Capturar020" border="0" alt="Capturar020" align="right" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/capturar020_thumb.jpg?w=130&#038;h=145" width="130" height="145" /></a></p>
<ol>
<li>
<div align="justify">Não se lembra de nada. </div>
</li>
<li>
<div align="justify">Repete &quot;ipsis literis&quot; o que foi dito, mas não consegue explicar o que foi repetido. </div>
</li>
<li>
<div align="justify">Repete e explica. </div>
</li>
<li>
<div align="justify">Repete, explica e completa a explicação fazendo ligações com assuntos correlatos. </div>
</li>
</ol>
<p align="justify">Estas quatro categorias dão ao professor uma ideia do que se passa na mente do aluno. Da mesma forma podem dar a você uma indicação do seu grau de aprendizado sobre um assunto específico. </p>
<p align="justify">No primeiro caso, o aluno nada sabe. Significa dizer que a aula &quot;não entrou&quot; na sua mente. E, do ponto de vista específico deste texto, não houve a construção das formas mentais. Se nada existe, então nada pode ser recuperado. Logo, ele “Não se lembra de nada.”. Neste sentido então, não houve atitude mental de atenção. </p>
<p align="justify">No segundo dizemos que há informação, mas o aluno não sabe o que ela significa. Por isto ele repete sem conseguir explicar. Não houve, neste caso o conhecimento. O aluno não consegue responder às perguntas do professor E isto só se dá no terceiro caso quando a repetição se associa às respostas corretas, frequentemente dadas com suas próprias palavras. É neste momento que o professor (e também você) pode perceber que o aluno conhece o assunto. </p>
<p align="justify">Mas compreender vai além de conhecer. Quando compreende, você tem consciência sobre quatro aspectos metacognitivos: </p>
<ol>
<li>
<div align="justify">O que você sabe sobre o assunto. </div>
</li>
<li>
<div align="justify">O que não sabe e precisa saber. </div>
</li>
<li>
<div align="justify">Como se relaciona tudo o que você sabe, não sabe e precisa saber.</div>
</li>
<li>
<div align="justify">E finalmente como o que você sabe se relaciona com outros conhecimentos correlatos. </div>
</li>
</ol>
<p align="justify">Se as resposta de uma pessoa revelam o seu conhecimento, são as perguntas que indicam a compreensão. Avaliar a compreensão de alguém é analizar a percepção e profundidade de suas perguntas, E esta é uma ferramenta que tanto você como o seu professor podem usar.</p>
<p align="justify">Assim, podemos dizer que compreender é uma ação mental onde você torna explícitas as relações entre o todo e as partes. E você sabe que está fazendo isto quando tem respostas para perguntas do tipo: Para que e porque isto se dá; como ocorre, quais seus benefícios, etc.</p>
<p align="justify">Por isto fica claro que compreender não é prestar atenção. Na atitude mental de atenção, já dito, você faz existir mentalmente (por meio de formas mentais) um conteúdo que originalmente estava no meio externo. </p>
<p align="justify">Mas uma vez criadas as formas mentais, é necessário todo um processamento para gerar o conhecimento e posteriormente a compreensão. Nos termos deste texto, compreender é estabelecer as ligações entre as formas mentais atuais (as que se referem ao conteúdo que está sendo ministrado no presente) e as anteriores (formas mentais de conteúdos passados). Ainda mais, significa usar o seu raciocínio para destas relações, tirar consequências. </p>
<p align="justify">Fica claro então a diferença entre a atenção e a compreensão. Mas fica também explícita a função da atenção na compreensão. </p>
<p align="justify">Para compreender é preciso atentar</p>
<p align="justify">Para compreender é preciso atentar: “Cumprehendere é &quot;tornar para si” ; é também “ter o sentido de”. Há portanto a necessidade prévia de trazer para consciência o objeto a ser compreendido. A ausência da atenção determina a ausência da compreensão. Sem a matéria prima, não há como obter o produto.</p>
<p align="right"><b>Entendeu?</b></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p><a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftnref1_4075" name="_ftn1_4075">[1]</a>&#160; Reitere-se aqui o que já dissemos sobre a metáfora da memória-arquivo; didaticamente forte, mas imprecisa à luz da literatura corrente.</p>
<p align="center"><strong><font size="5">.</font></strong></p>
<p align="center"><strong><font size="5">.&#160; .</font></strong></p>
<p align="left">Hoje terminamos o ato de prestar atenção. Mas a série continua! Se agora você já pode ficar atento, está na hora de trabalhar o ANOTAR. Lembra que no início mostramos que Copiar era impossível e que o melhor era anotar?</p>
<p align="left">Então nos vemos na próxima semana!</p>
<p style="text-align:justify;"><img style="width:500px;height:80px;" alt="" align="middle" src="http://www.officinadamente.com.br/blog/Imagens/Mauricio_footer.jpg" width="500" height="80" /></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#cd4431;">Você tem alguma dúvida ou pergunta?</span></strong></p>
<p style="text-align:center;" class="MsoNormal"><strong><span style="color:#cd4431;">Deixe sua questão no campo de comentários !</span></strong> </p>
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	</item>
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		<title>Copiar ou Prestar Aten&#231;&#227;o? A Estrutura da Atitude Mental da Aten&#231;&#227;o</title>
		<link>http://officinadamente.wordpress.com/2011/12/06/copiar-ou-prestar-ateno-a-estrutura-da-atitude-mental-da-ateno/</link>
		<comments>http://officinadamente.wordpress.com/2011/12/06/copiar-ou-prestar-ateno-a-estrutura-da-atitude-mental-da-ateno/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 17:40:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Como prometi no post da semana passada, hoje inicio a mostrar como objetivamente prestar atenção. No início desta série apresentamos o conceito de “prestar atenção” como uma atitude. Uma atitude que envolvia: ficar olhando para o professor, pensar naquilo que ele diz, fazer um esforço para se concentrar, não pensar em outros assuntos, e outras [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=officinadamente.wordpress.com&amp;blog=5254065&amp;post=2337&amp;subd=officinadamente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Como prometi no post da semana passada, hoje inicio a mostrar como objetivamente prestar atenção.</p>
<p align="justify">No início desta série apresentamos o conceito de “prestar atenção” como uma atitude. Uma atitude que envolvia: </p>
<ul>
<li>
<div align="justify">ficar olhando para o professor, </div>
</li>
<li>
<div align="justify">pensar naquilo que ele diz, </div>
</li>
<li>
<div align="justify">fazer um esforço para se concentrar, </div>
</li>
<li>
<div align="justify">não pensar em outros assuntos, </div>
</li>
<li>
<div align="justify">e outras coisas semelhantes. </div>
</li>
</ul>
<p align="justify">É bem verdade que quando você está atento em geral você olha para o professor, pensa no que ele diz e etc.&#160; Mas o problema aqui é que estas atitudes são eventos externos e secundários ao verdadeiro ato da atenção. São consequência de algo. E tanto isto é verdade, que se você está desatento, não consegue tomar estas atitudes. Mas se está atento elas estão presentes sem que você precise se preocupar com elas. Elas surgem “naturalmente”.</p>
<p align="justify">Na verdade estas atitudes não são naturais no sentido de surgem sem causa. Mas você pode toma-las como “naturais” na medida em que surgem sem esforço porque consequentes de algo que lhes antecede: A Atitude Mental de Atenção.</p>
<h1>Ter Intenção – O Projeto de fazer o necessário.</h1>
<p align="justify">Você talvez tenha percebido que desde que iniciei este texto dei muita importância a consciência, seja no sentido de perceber o mundo à sua volta, seja na intenção de fazer algo. E este é o ponto de partida da Atenção. Note que usei o termo intenção. Poderia ter escolhido desejo? Vontade?</p>
<p align="justify">Acho que não. No desejo você apenas quer que algo aconteça. Na intenção você se compromete a fazer o que é necessário para atingir o objetivo. A diferença aqui está em dois aspectos. Um, já dito, é o compromisso. Mas o outro é a clareza do necessário. O seu compromisso é com um conjunto de ações, que você sabe quais são e como fazê-las. </p>
<p align="justify">Isto é, sua intenção é um projeto que descreve objetivamente tudo o que você fará e como vai fazê-lo. Mas como fazer isto? </p>
<p align="justify">Por meio de uma ordem mental para você mesmo. Por exemplo; procure lembrar-se de uma circunstância qualquer em que você teve que fazer algo difícil e muito complicado. Provavelmente antes de fazer, você repassou na sua mente tudo o que deveria fazer. E você fez isto às vezes &quot;vendo&quot;, às vezes &quot;dizendo&quot; para você mesmo tudo o que deveria ser feito. Não foi mais ou menos assim? </p>
<p align="justify">É isto o que me retiro como &quot;ordem mental&quot;. Assim, para dar início à. Atitude Mental de Atenção, diz para você mesmo: </p>
<p align="left">1. Que vai executar a atitude.<a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image0025.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;padding-top:0;border-width:0;" title="clip_image002[5]" border="0" hspace="12" alt="clip_image002[5]" align="right" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image0025_thumb.jpg?w=129&#038;h=117" width="129" height="117" /></a></p>
<p align="left">2. Quando vai executá-la (durante a aula ou palestra).</p>
<p align="left">3. Como vai fazê-la (descreve os procedimentos necessários). </p>
<p align="justify">Uma sugestão que dou é enunciar mentalmente, pouco antes da aula estas três etapas. Algo como: &quot;Na próxima aula eu vou prestar atenção. Isto é, vou usar as formas mentais para construir na minha mente o conteúdo da aula.&quot; </p>
<p align="justify">Note que este detalhamento, na realidade, só é necessário no início, quando você está aprendendo. Depois, o processo todo vai se automatizando. Progressivamente a ordem mental vai se tornando mais sintética. E é possível que ao final ela não passe de uma rápida lembrança do tipo:”- Atenção!”.</p>
<p align="justify">Mas note que neste caso, dizer para si “Atenção!” não foi uma mera redução; foi um adensamento. Com aquela única palavra, você continua dizendo tudo o que dizia antes, apenas não precisa falar tanto.</p>
<h1>Fazer existir mentalmente o conteúdo (Formas mentais): </h1>
<p align="justify">Ao ler o texto, talvez você já tenha se perguntado sobre como fazer para internalizar o conteúdo da aula. Além disto, ainda pouco falei de &quot;formas mentais&quot;. O que é isto? </p>
<p align="justify">Isto nos leva a uma questão maior. A realidade externa; por exemplo, o que o professor diz ou faz, acontece fora de nós. E para tornar este conteúdo próprio, é necessário que ele passe à existir dentro de nós. Então é legítimo que nos perguntemos sobre como a mente faz para internalizar estes conteúdos. </p>
<p align="justify"><a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image0045.jpg"><img style="background-image:none;border-bottom:0;border-left:0;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;border-top:0;border-right:0;padding-top:0;" title="clip_image004[5]" border="0" hspace="12" alt="clip_image004[5]" align="right" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image0045_thumb.jpg?w=134&#038;h=240" width="134" height="240" /></a>Responder a esta pergunta é ainda tarefa para a pesquisa científica e filosófica. E há no momento variadas respostas, sobre as quais não há acordo universal. Discuti-las foge do escopo deste texto. </p>
<p align="justify">Mas há uma que se não é muito precisa, tem a vantagem de ser didática. E ainda mais nos ajuda a resolver o seu problema prático de prestar atenção em aula. Esta resposta é: A mente internaliza a realidade externa por meio de representações mentais. Isto quer dizer que se eu sei reconhecer uma cadeira, é porque eu criei para mim mesmo uma &quot;cadeira mental&quot;, ou seja, uma espécie de &quot;fotografia mental&quot; desta cadeira. E é esta foto a que posso usar para comparar o que vejo com o que já possuo na mente e assim dizer se o objeto a minha frente é uma cadeira ou outra coisa. </p>
<p align="justify">Assim, para prestar atenção você precisa internalizar os conteúdos da aula. E isto só é feito quando você os faz existir internamente. E eles só existem sob a forma de representações mentais. E as representações mentais existem na sua mente como formas mentais que são semelhantes ao conteúdo externo. Portanto agora tenho já uma definição: </p>
<p align="center"><b>Atitude Mental de Atenção é o processo de criação de formas mentais dos conteúdos a serem aprendidos.</b></p>
<p align="center"><font size="4"><strong>.       <br /></strong><strong>.&#160;&#160; .</strong></font></p>
<p align="justify">Agora que você já sabe que para ter a Atitude Menta de Atenção, aguarde a próxima semana quando mostrarei a você o que é uma forma mental.</p>
<p align="justify">Até lá!</p>
<p style="text-align:justify;"><img style="width:500px;height:80px;" alt="" align="middle" src="http://www.officinadamente.com.br/blog/Imagens/Mauricio_footer.jpg" width="500" height="80" /></p>
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		<title>Copiar ou prestar aten&#231;&#227;o? Valorizando a Distra&#231;&#227;o.</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 15:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>officinadamente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aprendizagem: estratégias e Estilos]]></category>
		<category><![CDATA[Técnicas de Estudo]]></category>
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		<description><![CDATA[Nos posts anteriores mostrei como copiar é difícil e que a solução é anotar. Para anotar com eficiência descrevi os seus pressupostos. E hoje vou tratar de um tema no mínimo estranho: Pretendo mostrar a você que para estar atento em aula você precisa estar desatento. Valorizar a Distração É o polo de onde sai [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=officinadamente.wordpress.com&amp;blog=5254065&amp;post=2331&amp;subd=officinadamente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Nos posts anteriores mostrei como copiar é difícil e que a solução é anotar. Para anotar com eficiência descrevi os seus pressupostos. E hoje vou tratar de um tema no mínimo estranho: Pretendo mostrar a você que para estar atento em aula você precisa estar desatento.</p>
<h4 align="justify">Valorizar a Distração </h4>
<h5 align="justify">É o polo de onde sai a atenção: </h5>
<p align="justify">Faça uma experiência. Pegue um relógio com ponteiro de segundos e fixe sua atenção no seu movimento. Esforce-se para ficar atento apenas ao ponteiro e a nada mais. Por quanto tempo você consegue manter-se atento apenas à ele? Possivelmente só alguns minutos; ou talvez segundos. </p>
<p align="justify">É isto aí. Não podemos manter uma atenção concentrada em um único objeto durante longo tempo. Porque? </p>
<p align="justify">De novo a Gestalt e a alternância figura-fundo. Estamos o tempo todo “pulando” entre ver e observar, entre ouvir e escutar. Neste sentido então atenção e distração são dois polos de um único contínuo. </p>
<p align="justify">Não podemos fugir disto. O que podemos é gerenciar este processo, usando a nossa atenção da maneira certa e com os objetivos adequados. E é este o objetivo deste texto; ajudá-lo nesta tarefa. </p>
<h5 align="justify">A distração é útil:</h5>
<p align="justify">Em primeiro lugar, não podemos fugir porque a distração é o <b>repouso da atenção</b>. Como vimos você não pode manter sua atenção concentrada em um único objeto durante muito tempo. Distrair-se dele é uma forma de repouso, de modo a permitir que logo após este período você possa retomar ao objeto original da atenção. </p>
<p align="justify">Além disto, a distração <b>aumenta a compreensão</b>. Há pelo menos duas razões para esta afirmativa no mínimo contra intuitiva. Uma porque quando atento você está continuamente <a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image00241.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;padding-top:0;border-width:0;" title="clip_image002[4]" border="0" hspace="12" alt="clip_image002[4]" align="right" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image0024_thumb1.jpg?w=132&#038;h=141" width="132" height="141" /></a>recebendo novas informações. E assim recebendo o novo o tempo todo, fica difícil processar o que recebe. Por isto é que é só quando você fica “desatento” que aquelas informações recebidas podem ser processadas. Então, ao assistir uma aula, por exemplo, você precisa estar o tempo todo ora recebendo a informação, ora processando-a. Assim é que o processo de alternância é útil porque permite a recepção da informação durante o período de atenção e o seu processamento durante a distração. </p>
<p align="justify">Por outro lado, quando você assiste a uma aula ou lê um livro, em geral, está recebendo informação ordenada. Isto é, os conceitos são apresentados em uma determinada ordem, e esta ordenação implica em uma conexão entre um dado tema e o outro que lhe sucede.</p>
<p align="justify">Por isto entender a informação seguinte, demanda a compreensão da informação anterior. A distração cria um período de tempo onde a informação recém-adquirida pode ser processada e compreendida. Permite que a nova informação seja recebida com seus antecedentes trabalhados. E isto é bom. </p>
<p align="justify"><a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image0041.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;padding-top:0;border-width:0;" title="clip_image004" border="0" hspace="12" alt="clip_image004" align="right" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image004_thumb1.jpg?w=108&#038;h=195" width="108" height="195" /></a>Mas há ainda outro benefício. Já dito, as ideias são apresentadas em aula ordenadamente porque há conexão entre elas. Compreender é perceber estas ligações; é inserir as novas ideias em contextos mais amplos </p>
<p align="justify">A distração assim, na medida em que permite o processarnento da informação anterior, permite também estabelecer com mais eficiência a ligação entre estas ideias. </p>
<p align="justify">E assim é que captando quando atento; e repousando, processando e ligando durante a desatenção sua compreensão aumenta muito, tornando sua presença em aula muito mais adequada e eficaz para o seu aprendizado. </p>
<h5 align="justify">A distração precisa de objetos: </h5>
<p align="justify">Já falamos várias coisas sobre a distração, mas não dissemos o que ela é na realidade. Para tal pense um pouco. O que acontece quando em aula você se distrai? </p>
<p align="justify">Em síntese, o que é ficar distraído? Neste momento da distração, o que se passa pela sua cabeça? Talvez à uma lembrança sua, ou um pensamento vago? </p>
<p align="justify">Para onde você está olhando? Para alguém que passou pela janela, um colega que faz careta, ou um detalhe na roupa de alguém? </p>
<p align="justify">O que você ouve? Uma música ao longe, um barulho em algum lugar, os cochichos dos colegas logo à frente. Note que em todas estas <a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image0061.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;padding-top:0;border-width:0;" title="clip_image006" border="0" hspace="12" alt="clip_image006" align="right" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image006_thumb1.jpg?w=147&#038;h=104" width="147" height="104" /></a>circunstâncias você está atento a algo. Alguma coisa atrai a sua atenção, e você fica focado nela. </p>
<p align="justify">Isto quer dizer que você continua prestando atenção; apenas o foco não é a aula.. É outro. Então estar desatento em aula não significa que você não esteja atento. Significa apenas que você está atento para outras coisas que não a aula. </p>
<p align="justify">Dito desta forma parece uma piada. Mas isto é necessariamente ruim? Sim e não. A desatenção pode prejudicá-lo apenas na medida em que ela foge do seu controle. Você sai do foco e não volta, ou fica nele tanto tempo que ao voltar já não sabe mais o que está sendo tratado no livro ou na aula. </p>
<p align="justify">E assim, do ponto de vista deste texto, a desatenção funciona exatamente igual à atenção. </p>
<p align="justify">Por isto, assim como a atenção a desatenção também precisa de um foco. De um objeto sobre o qual colocar sua (des)atenção. </p>
<p align="justify">E este foco varia conforme o objetivo da desatenção. Por exemplo; se o que você quer é o repouso, basta fixar-se em alguma coisa que não o professor ou o livro. Já se o necessário é a compreensão, então você deve afastar-se da aula (basta aquele &quot;olhar parado&quot;) focando naquilo que acabou de ser dito ou lido. </p>
<p align="justify">Por último falemos de um tipo muito especial de objeto &#8211; o Devaneio: Você viu ou escutou alguma coisa que o lembrou de outra, que o levou a outra, e a outra e de repente você percebe que já nem sabe direito onde está nem o que está fazendo ali. </p>
<p align="justify">Descrito desta forma, o devaneio é danoso à sua concentração. Mas fiquemos apenas com as primeiras associações. Se você estava escutando &quot;A&quot; e isto te lembrou &quot;B&quot;, é porque de alguma forma &quot;A&quot; e &quot;B&quot; estão conectados em sua mente. Se você sabe disto, sem perder o foco da sua atenção (a aula), você pode usar isto em seu beneficio. </p>
<p align="justify">Em primeiro lugar, &quot;B&quot; pode ser uma chave de memorização. Por exemplo, sempre que você quiser lembrar-se de &quot;A&quot; comece por &quot;B&quot;. Assim fica mais fácil porque &quot;B&quot; já existe na sua mente e é fácil de lembrar. Já “A” é conteúdo novo, cuja lembrança exige esforço de estudo. </p>
<p align="justify">Por outro lado, esta rede de relações: A &#8211; B &#8211; C &#8211; &#8230;. – n; pode ser de grande auxílio para você contextualizar ou ampliar as lições do livro ou professor. Por exemplo, o professor pode estar apresentando um conceito; digamos “aceleração”. Em um dado momento <a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image0081.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;padding-top:0;border-width:0;" title="clip_image008" border="0" hspace="12" alt="clip_image008" align="right" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image008_thumb1.jpg?w=90&#038;h=163" width="90" height="163" /></a>da aula ele apresenta a aceleração como variação de velocidade; aí você se lembra da montanha russa que você gosta. E devaneia nas suas experiências de subir e descer nas rampas. Lembra como você sentia o seu corpo mais leve ou mais pesado conforme os diferentes movimentos do carro. Você pode ficar por aí, e neste caso o devaneio apenas o afastou da aula. </p>
<p align="justify">Mas você pode ser mais criativo e perguntar-se porque aquela lembrança específica, naquele exato momento da aula. Ao refletir sobre isto você pode se dar conta que andar de montanha russa é um belo exemplo prático das forças de aceleração e desaceleração. </p>
<p align="justify">E aí está: Você acabou de transformar um devaneio prejudicial em uma ferramenta de aprendizagem. Agora você pode associar todas as sensações da montanha russa aos conceitos de aceleração. Com isto então deu mais significado ao tema da aula e criou uma chave de memorização muito particular. </p>
<p align="justify">Finalmente apenas um sutil detalhe, Devanear é conceber na imaginação: sonhar; mas no exemplo acima, eu me fixei não no ato em si do devaneio, mas no seu conteúdo. Atentei para a lembrança da montanha russa e suas relações com a aceleração. Assim, o objeto da atenção (ou da desatenção, como preferir) não foi o sonho <a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image010.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;padding-top:0;border-width:0;" title="clip_image010" border="0" hspace="12" alt="clip_image010" align="right" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image010_thumb.jpg?w=130&#038;h=135" width="130" height="135" /></a>acordado, mas aquilo sobre o que você sonhava. <b>Por isto ao tentar tornar útil o devaneio, atente não para o sonho, mas para o seu conteúdo.</b> Este é o objeto sobre o qual a atenção pode agir. </p>
<p align="right">Fui claro? </p>
<p align="right">&#160;</p>
<p align="left">Espero que sim, porque por enquanto termino por aqui. O problema é que até agora, não ensinei <strong>como OBJETIVAMENTE prestar atenção</strong>. Mas não se preocupe pois este é o tema do próximo post, na semana que vem.</p>
<p align="left">Até lá!</p>
<p align="left"><img style="width:500px;height:80px;" alt="" align="middle" src="http://www.officinadamente.com.br/blog/Imagens/Mauricio_footer.jpg" width="500" height="80" /></p>
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		<title>Copiar ou prestar aten&#231;&#227;o: Os pressupostos.</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 12:16:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No post anterior eu prometi que tendo demonstrado que copiar era tarefa impossível e anotar algo muito mais conveniente, iria hoje mostrar os processos de anotação. E é assim que começamos agora falando dos pressupostos. Sim, porque para anotar você precisa prestar atenção no que está sendo dito. E para prestar atenção… Pré-requisitos: Visão e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=officinadamente.wordpress.com&amp;blog=5254065&amp;post=2320&amp;subd=officinadamente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No post anterior eu prometi que tendo demonstrado que copiar era tarefa impossível e anotar algo muito mais conveniente, iria hoje mostrar os processos de anotação. E é assim que começamos agora falando dos pressupostos. Sim, porque para anotar você precisa prestar atenção no que está sendo dito. E para prestar atenção…</p>
<h1>Pré-requisitos: Visão e Audição</h1>
<p align="justify">Parece óbvio, não? </p>
<p align="justify"><a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image0021.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;padding-top:0;border-width:0;" title="clip_image002" border="0" hspace="12" alt="clip_image002" align="right" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image002_thumb1.jpg?w=110&#038;h=120" width="110" height="120" /></a>Se você entra em sala vendado e de ouvidos tampados, não há como prestar atenção! Neste sentido é inútil repisar no óbvio. </p>
<p align="justify">Mas há circunstâncias em que isto faz diferença. A primeira delas é quando existe algum defeito de audição ou visão. Note que às vezes, quando discreto, você nem percebe ou se acostuma a ele. </p>
<p align="justify">E nem por isto ele deixa de te prejudicar. </p>
<p align="justify">Outro caso é o do seu posicionamento em sala de aula. Você ouve ou vê melhor em função da sua distância do quadro e do professor. Uma janela aberta traz ruídos externos e te convida a devanear. Um quadro liso reflete a luz, dificultando a leitura. </p>
<p align="justify">Sua turma é mais ou menos barulhenta. Os seus vizinhos de carteira, são mais ou menos conversadores. O jeito, a voz e a movimentação do professor fazem diferença no quanto você vê e ouve durante a aula. Ventilador, ar condicionado, luzes entre outros, todos são fatores podem ajudar ou dificultar sua audição. </p>
<p align="justify">Como e vê, as coisas não são assim tão óbvias. Ok? </p>
<h1>Condições para ficar atento</h1>
<h4>Diferenciar Ver de Observar, Ouvir de Escutar e Mexer de Mover</h4>
<p align="justify">Habitualmente tratamos Ver-Observar, Ouvir-Escutar , Mexer-Mover como sinônimos. E há casos em que isto é adequado. Mas não aqui. Há significados que o diferenciam muito entre, e é isto o que nos importa aqui. </p>
<p align="justify"><b>A grande diferença é a consciência.</b> Ver é perceber pela visão; enxergar. Estamos falando do mero uso de um sentido físico: a visão. Já <b>observar</b>, embora implique no &quot;ver&quot;, é:</p>
<ul>
<li>fixar os olhos em; </li>
<li>considerar (-se) com atenção; </li>
<li>estudar(-se); </li>
<li>constatar, </li>
<li>perceber. </li>
</ul>
<p align="justify">Note que aqui usamos o termo observar para um ver com atenção e intenção. <b>Isto é; um ver consciente do que e para que se está vendo.</b></p>
<p align="justify">O mesmo ocorre com os pares Ouvir- Escutar, Mexer-Mover. </p>
<p align="justify">Escutar é atentar para o que ouvimos. Sabemos que estarnos ouvindo algo e dirigimos a nossa atenção para isto. Quando escutamos, mais que ouvir, está em ação o ato consciente de fazer algo com intenção. </p>
<p align="justify">Mexer é revolver; agitar o conteúdo de; pôr(-se) em movimento. Não há aqui a obrigatoriedade da intenção. Mover, no entanto, e no sentido que aqui apresentamos, é começar a agir; determinar-se a fazer (algo), levar a (realizar algo); induzir, mobilizar, reagir. Assim, mover é o resultado de uma decisão &#8211; consciente e intencio<a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image0024.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;padding-top:0;border-width:0;" title="clip_image002[4]" border="0" hspace="12" alt="clip_image002[4]" align="right" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image0024_thumb.jpg?w=101&#038;h=103" width="101" height="103" /></a>nal. </p>
<p align="justify">E é aí que entra a &#8230;&#160; </p>
<p align="right"><b><font size="4">Decisão.</font> </b></p>
<h4>&#160;</h4>
<h4>Perceber a contínua alternância entre Ver- Observar, Ouvir-Escutar e Mexer-Mover </h4>
<p align="justify">Quantas vezes só nos damos conta de que estamos vendo ou ouvindo algo quando alguém nos avisa? Antes disto o som ou a imagem chegavam a nós, mas não a percebíamos. </p>
<p align="justify">Mas basta que algo diferente ocorra para que o que &quot;não havia&quot; (por não ser percebido), passe à &quot;haver&quot; (porque agora percebido). <a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image004.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;padding-top:0;border-width:0;" title="clip_image004" border="0" hspace="12" alt="clip_image004" align="right" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image004_thumb.jpg?w=109&#038;h=168" width="109" height="168" /></a></p>
<p align="justify">As coisas são assim. Vemos, ouvimos e mexemos muito mais do que percebemos. </p>
<p align="justify">Você percebe todas as vezes que pisca os olhos? Como mexe suas pernas e pés ao andar? A menos que esteja atento para isto, provavelmente não. </p>
<p align="justify">E isto é normal. Não podemos estar conscientes de tudo o que acontece conosco e ao nosso redor o tempo todo. </p>
<p align="justify">Há, conosco e no nosso ambiente, coisas mais importantes que outras. O carro que vem em minha direção é mais importante que o pássaro que voa acima de mim. </p>
<p align="justify">Temos o que se chama de visão focal e periférica. E há na estrutura do olho, elementos responsáveis por isto. Na visão focal eu vejo tudo em detalhes, mas para isto só posso abranger um pequeno setor do meu campo visual. Na visão periférica, o campo é amplo, mas o que vejo é pouco definido e sem detalhes. Sem que percebamos alternamos estas duas visões continuamente. O carro que se aproximava desviou-se. O pássaro que voava acima começa a cantar e isto atrai a minha atenção. A visão focal antes dirigida para o carro, agora foca no pássaro. E isto acontece quase que automaticamente.</p>
<p align="justify">Usei a visão apenas como um exemplo mais fácil de perceber, mas o mesmo acontece com a audição e o movimento. Variamos continuamente nosso foco de escuta. Nossa movimentação se faz ora automática, ora dirigida a um objetivo específico. E nem sempre pensamos antes de alterar o foco ou a maneira de fazer algo. Há inclusive mecanismos neurais responsáveis por isto. Mas não importa aqui detalhá-los. Importante é que você perceba como presente e natural este processo de contínua alternância entre Ver- Observar, Ouvir-Escutar e Mexer-Mover. </p>
<p align="justify">Por isto, para que possa focar no que importa, preciso selecionar. E é aí que entra a &#8230; </p>
<p align="right"><font size="4"><strong>Escolha &#8230; </strong></font></p>
<h4>Decidir para o que atentar </h4>
<p align="justify">Precisamos selecionar. Dentre as coisas vistas quais as que serão observadas? Dentre as ouvidas quais as que serão escutadas? Dentre as mexidas, quais serão movidas? </p>
<p align="justify">A teoria da Gestalt nos mostra que não percebemos as coisas isoladamente, e sim em uma relação de Figura-Fundo. Isto quer dizer que percebemos melhor um objeto claro em fundo escuro. Vendedores de joias costumam mostrar anéis de prata e ouro (a figura) em cima de um veludo preto ou azul escuro (o fundo). Sabem que isto as ressalta mais. </p>
<p align="justify">Por isto, para ficar atento a algo é necessário decidir. Não apenas decidir ficar atento; e isto é muito importante: <b>Você precisa escolher para quais objetos, assuntos, conceitos, palavras ou ideias você vai atentar.</b> Precisa, portanto decidir e escolher o que é importante o bastante para sair do fundo e ficar como figura. </p>
<p align="right"><b><font size="4">Sem isto não há atenção &#8230;</font></b></p>
<h4>Valorizar o mundo Apreendido: </h4>
<p align="justify">Apreender vem do latim “<i>apprehëndö</i>” significando, agarrar, segurar, prender. Em linguagem militar quer dizer “tomar posse”. E em um nível mais abstrato de si<a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image006.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;padding-top:0;border-width:0;" title="clip_image006" border="0" hspace="12" alt="clip_image006" align="right" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image006_thumb.jpg?w=99&#038;h=105" width="99" height="105" /></a>gnifica assimilar mentalmente, Ou seja, é no mundo apreendido que está o conteúdo de sua atenção. </p>
<p align="justify">Ora, se o que percebemos é, como diz a Gestalt, um processo de alternância entre a figura e o fundo. E só percebemos a figura porque a fazemos aflorar do fundo; então fica claro que: <b>É do conjunto de coisas que vemos, ouvimos e mexemos para as quais estamos desatentos que partimos para as que estamos atentos, observando e escutando.</b></p>
<p align="justify">Ainda mais; mostramos que esta transformação de figura em fundo e vice-versa é contínua e dependente da consciência. Figura é o que percebemos conscientemente, fundo é o que foge à percepção consciente. </p>
<p align="justify">E finalmente, mostramos que o que nos faz trazer algo à consciência é a importância que damos a este algo. A seleção que fazemos então, é simples atentamos para o que importa e deixamos de lado o que não tem valor. </p>
<p align="justify">É por isto então que precisamos valorizar o mundo apreendido. Se ele não tem valor, não o trazemos à consciência e, portanto não o agarramos, não o assimilamos mentalmente. </p>
<p align="justify">É por isto que para estar atento a um dado conteúdo, é muito importante valorizá-lo. Se estivermos em uma aula<a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image008.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:right;padding-top:0;border-width:0;" title="clip_image008" border="0" hspace="12" alt="clip_image008" align="right" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image008_thumb.jpg?w=101&#038;h=102" width="101" height="102" /></a> que não nos interessa, será difícil prestar atenção. <b>Então, se você decide que precisa aprender aquele conteúdo, trate de buscar nele alguma coisa que o torne importante.</b></p>
<h1 align="justify">Concluindo</h1>
<p>Então vimos hoje que para prestar atenção é necessário:</p>
<ol>
<li>Atentar para visão e audição. Tanto os pequenos (e grandes) problemas e também para o ambiente que pode dificultar o que você vê e escuta. </li>
<li>Diferenciar Ver de Observar, Ouvir de Escutar e Mexer de Mover. </li>
<li>Perceber a contínua alternância entre Ver- Observar, Ouvir-Escutar e Mexer-Mover. </li>
<li>Decidir para o que atentar. </li>
<li>Valorizar o mundo Apreendido. </li>
</ol>
<p>No próximo post desenvolveremos uma questão algo polêmica. Você sabia que para prestar atenção é importante ficar distraído?</p>
<p>Até lá!</p>
<p style="text-align:justify;"><img style="width:500px;height:80px;" alt="" align="middle" src="http://www.officinadamente.com.br/blog/Imagens/Mauricio_footer.jpg" width="500" height="80" /></p>
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		<title>Copiar ou prestar aten&#231;&#227;o ?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 08:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>officinadamente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um problema: Não sei quanto a você, mas ao longo da minha vida de estudante sempre tive um grande problema: copiar OU prestar atenção. Eu assistia as aulas e a maior parte do que eu deveria aprender (e “caía” na prova) era falada pelo professor. Logo, obviamente eu deveria copiar para o caderno para poder [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=officinadamente.wordpress.com&amp;blog=5254065&amp;post=2309&amp;subd=officinadamente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1><a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/mp9004433161.jpg"><img style="background-image:none;border-bottom:0;border-left:0;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;float:left;border-top:0;border-right:0;padding-top:0;margin:0 18px 0 0;" title="MP900443316[1]" border="0" alt="MP900443316[1]" align="left" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/mp9004433161_thumb.jpg?w=244&#038;h=156" width="244" height="156" /></a>Um problema:</h1>
<p align="justify">Não sei quanto a você, mas ao longo da minha vida de estudante sempre tive um grande problema: copiar OU prestar atenção. Eu assistia as aulas e a maior parte do que eu deveria aprender (e “caía” na prova) era falada pelo professor. Logo, obviamente eu deveria copiar para o caderno para poder depois estudar (frequentemente na véspera da prova). </p>
<p align="justify">Mas o que acontecia era que eu não conseguia acompanhar o professor em tudo o que ele falava. Tentava escrever e me perdia no caderno. Pelo menos para minha velocidade de escrever, os professores falavam rápido demais. E assim quando terminava de descrever uma ideia, o professor já estava muitos conceitos à frente na explicação e eu completamente perdido. </p>
<p align="justify">Mais que isto; quando conseguia copiar aula, o fazia de forma tão automática que mal percebia o que estava sendo dito. Ao chegar em casa e tentar estudar, tinha dificuldades. Isto porque eu havia copiado as ideias e às vezes as explicações; mas como não havia prestado atenção na aula, já que a estava copiando, então entender o que havia escrito era um desafio. A “salvação da lavoura” para mim era quando topava com um daqueles raríssimos professores que primeiro escreviam tudo no quadro (dando tempo para o aluno copiar) para só depois começar a explicar.</p>
<p align="justify">Para mim, copiar a aula era uma tarefa insana, e por isto volta e meia desistia de fazê-lo para dedicar-me apenas a prestar atenção na aula. Nestes períodos as aulas ficavam muito mais tranquilas. Entendia o que estava sendo dito e acreditava ter aprendido o assunto. Mas quando chegava a casa para estudar e ainda mais nas vésperas das provas descobria que não me lembra de quase nada da aula. E para piorar, não tinha nenhum recurso para ajudar a memória. Afinal, o caderno estava em branco (ou quase). </p>
<p align="justify">Durante todo o meu segundo grau vivi este conflito, de resolver um problema, apenas para cria outro. Sim, porque se copiava, eu tinha material para estudo posterior, mas como não prestava atenção, não conseguia estudar depois. Se prestava atenção, a situação se invertia; havia compreensão, mas logo depois esquecendo do que havia sido dito, ficava muito complicado estudar apenas com um caderno quase em branco. E assim durante longo tempo, vivi este conflito, tentando fazer ao mesmo tempo duas coisas para mim mutuamente excludentes. </p>
<p align="justify">Será que esta situação não lhe é familiar? Como disse no início do texto, não sei se especificamente você, mas em minha já algo longa vida de professor, tenho percebido isto como um problema muito comum. Portanto acho que se isto não ocorre com você provavelmente vê acontecer com amigos.</p>
<h1>Uma descoberta:</h1>
<p align="justify">Continuando minha história, fui inventado soluções. Ler mais os livros da disciplina, perguntar a colegas, estudar em grupo, etc. Mas uma delas acabou despontando como a mais prática. Lá para o final do segundo grau e início da faculdade, descobri um personagem importantíssimo: A Fanática Copiadora<a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftn1_5265" name="_ftnref1_5265">[1]</a>! Embora alguns homens pudessem assim ser classificados, geralmente eram mulheres as ocupantes desta função. Eram colegas de turma dotadas da rara (e muito apreciada) capacidade de copiar com rapidez e eficiência. </p>
<p align="justify">Assim, durante algum tempo, uma fanática copiadora e uma máquina Xerox resolveram o meu problema. Durante a aula eu prestava atenção, confiando que antes das provas poderia “xerocar” o caderno da amiga. Ainda mais que na faculdade; livros, artigos científicos e eventualmente apostilas, assumiram um papel mais relevante que no segundo grau. </p>
<p align="justify">Mas como tudo muda, isto não funcionou durante muito tempo. Como disse, copiar com eficiência é uma qualidade muito rara. Ao longo do tempo a “minha turma” foi se reduzindo. No início da faculdade éramos 320 alunos, logo fomos subdividos em grupos de 40, com horários e disciplinas diferentes. No meu internato mais divisões e a turma reduziu-se para doze alunos. No mestrado seis e no doutorado dois alunos. E em algum ponto do caminho perdi minha fanática copiadora. </p>
<p align="justify">E assim progressivamente fui voltando ao início, ou quase. Isto porque ao longo do tempo fui descobrindo o “caminho das pedras”. Descobri que se por um lado era necessário registrar tudo o que era apresentado em aula, <b>não era necessário copiar tudo o que o professor dizia</b>.</p>
<h1>Copiar e Anotar: Dá tudo no mesmo? </h1>
<p align="justify">O que hoje para mim é óbvio, e talvez também para você; na época não parecia. Vejo hoje que isto continua não sendo óbvio para um bom número de estudantes. Vamos então explorar um pouco isto e logo depois explico a razão deste aprofundamento.</p>
<p align="justify">Peço então que você pense no que significa COPIAR. Agora pare alguns segundos e em um papel escreva as ideias que vêm à sua mente para o significado de COPIAR.</p>
<p align="center">. . . </p>
<p align="center"><a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image002.jpg"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="clip_image002" border="0" alt="clip_image002" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/11/clip_image002_thumb.jpg?w=81&#038;h=120" width="81" height="120" /></a>&#160;</p>
<p align="center">. . . Pensou???</p>
<p>&#160;</p>
<p align="justify">Bem, então vamos ao que o dicionário Houaiss<a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftn2_5265" name="_ftnref2_5265">[2]</a> apresenta como significado<a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftn3_5265" name="_ftnref3_5265">[3]</a>:</p>
<ul>
<li>
<div align="justify"><i>Produzir cópia de, por transcrição ou por imitação</i></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><i>Tornar a produzir, por qualquer processo de reprodução; reproduzir</i></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><i>Transcrever (trecho selecionado de texto, ou uma imagem do documento ativo) para a área de transferência, sem alterar o conteúdo do documento ativo</i></div>
</li>
</ul>
<p align="justify">Os significados acima são de alguma forma, próximos aos que você pensou? Note que em síntese tudo se refere a que ao copiarmos algo a cópia é idêntica ao original. Chamo sua atenção para isto:</p>
<p align="center"><strong><font size="4">ORIGINAL = CÓPIA !</font></strong></p>
<p align="justify">Agora então eu pergunto: É possível <b>COPIAR</b> uma aula? Isto é; produzir algo que seja <b>IGUAL</b> à aula que você acabou de assistir? Note que ao usar o termo igual, estou perguntando se é possível produzir algo que seja indistinguível do original. É possível produzir algo que você possa mostrar a alguém e esta pessoa possa acreditar que está REALMENTE assistindo a aula que você assistiu?</p>
<p align="justify">Acho que você concordará que não é possível. Mesmo que você filme a aula, o espectador saberá que está assistindo a um vídeo de uma aula que já ocorreu. Por melhores que sejam os dispositivos técnicos a serem usados, eles só permitirão uma experiência no máximo muito similar à aula verdadeira. O resultado será apenas uma referência ao original<a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftn4_5265" name="_ftnref4_5265">[4]</a>. </p>
<p align="justify">Assim, acho que neste momento você já está convencido que copiar uma aula é tarefa impossível. Mas se assim é porque usamos o verbo copiar para expressar aquilo que fazemos ao assistir uma aula? Sabemos lá no fundo o que significa copiar. Mas também e ao mesmo aceitamos fazer algo que não é copiar. Aceitamos uma coisa que é uma “meia-sola” do copiar. Ou seja “copiamos” uma aula -&#160; <b>na medida do possível</b>.</p>
<p align="justify">Assim, sem nos darmos muita conta do que que fazemos, aceitamos dia após dia executar uma missão impossível. Pode não parecer, mas isto cria um conflito cognitivo e emocional no estudante. Daí as resistências em relação à tarefa. Quem, exceto heróis de cinema, aceitam em sua rotina executar missões impossíveis (e as realizam com sucesso)?</p>
<p align="justify">Uma solução possível é utilizar outro verbo: <b>Anotar</b>. Você ou seus amigos talvez usem copiar e anotar como sinônimos. E aí neste caso a missão deixa de ser impossível. Sabe por quê? De novo o Houaiss que nos diz que anotar obviamente é fazer uma anotação e esta significa<a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftn5_5265" name="_ftnref5_5265">[5]</a>:</p>
<ul>
<li>
<div align="justify"><i>Indicação; escrita breve; apontamento, nota, chamada.</i></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><i>Série de comentários gerais sobre produção literária, artística ou científica; observação.</i></div>
</li>
</ul>
<p align="center"><strong>Então perceba que anotar não é copiar. </strong></p>
<p align="justify">Copiar é passivo, exige do estudante uma atitude de mera reprodução. O que diz o professor é para ser escrito e ponto final. Nada mais. Aliás, o aluno NÃO pode colocar na cópia nada que já não tivesse sido dita pelo professor na aula. Da mesma forma, não pode dela retirar nada. Nos dois casos seria uma distorção do original. </p>
<p align="justify">Ao contrário, anotar envolve uma série de ações do aluno para extrair da aula alguns aspectos. Anotar é então uma ação ativa. Implica em uma participação do estudante. Exige sua crítica ao discurso do professor, para selecionar o que é importante e o que não é. Demanda ainda uma decisão do aluno no momento de organizar no papel as informações selecionadas. Ele precisa pensar e decidir tendo em vista o tipo de aula e professor, conteúdo, suas características pessoais, e objetivos futuros da anotação. </p>
<p align="justify">Assim; a grande mensagem deste post é que você deve parar de copiar e passar a anotar. Para isto pensar sobre você e seus objetivos para então&#160; produzir as SUAS observações sobre a aula que está assistindo. </p>
<p align="justify">Como fazer isto é o que ensinarei nos próximos posts.</p>
<p align="justify">Até lá!</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p><a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftnref1_5265" name="_ftn1_5265"><font size="1">[1]</font></a><font size="1"> Antes que seja criticado enfatizo que na época não usava e hoje também não uso este termo como pejorativo, Atualmente, não acho que esta seja a melhor solução, mas acredito que neste mundo real, para as pessoas que vivem o dilema de copiar ou prestar atenção, ser amigo de uma fanática copiadora é extremamente valioso.</font></p>
<p><a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftnref2_5265" name="_ftn2_5265"><font size="1">[2]</font></a><font size="1"> </font><a href="http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=copiar&amp;x=11&amp;y=17&amp;stype=k"><font size="1">http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=copiar&amp;x=11&amp;y=17&amp;stype=k</font></a><font size="1"> em 06/11/2011</font></p>
<p><a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftnref3_5265" name="_ftn3_5265"><font size="1">[3]</font></a><font size="1"> São vários, mas cito aqui o s mais relevantes.</font></p>
<p><a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftnref4_5265" name="_ftn4_5265"><font size="1">[4]</font></a><font size="1"> Note que não estou aqui valorando diferenças entre original e cópia. Não importa aqui que uma ou outra pessoa prefira o vídeo da aula que a própria. Aui, isto não importa. O que procuro enfatizar é a diferença reconhecível entre o original e o que se apresenta como cópia.</font></p>
<p><a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftnref5_5265" name="_ftn5_5265"><font size="1">[5]</font></a><font size="1"> </font><a href="http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=anota%E7%E3o&amp;stype=k"><font size="1">http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=anota%E7%E3o&amp;stype=k</font></a><font size="1"> em 06/11/2011</font></p>
<p style="text-align:justify;"><img style="width:500px;height:80px;" alt="" align="middle" src="http://www.officinadamente.com.br/blog/Imagens/Mauricio_footer.jpg" width="500" height="80" /></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#cd4431;">Você tem alguma dúvida ou pergunta?</span></strong></p>
<p style="text-align:center;" class="MsoNormal"><strong><span style="color:#cd4431;">Deixe sua questão no campo de comentários !</span></strong> </p>
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		<title>Quadro Hor&#225;rio&#8211; O sistema de Cal Newport</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 10:24:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>officinadamente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aprendizagem: estratégias e Estilos]]></category>
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		<description><![CDATA[Na semana passada, quando tudo parecia terminado e você tinha todas as ferramentas para construir o seu quadro horário, eu digo que a coisa não era bem assim. E aí, muito justamente você fica se perguntando como que é possível ter alguma coisa depois do fim. Eu explico. É que até pouco tempo atrás esta [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=officinadamente.wordpress.com&amp;blog=5254065&amp;post=2304&amp;subd=officinadamente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Na semana passada, quando tudo parecia terminado e você tinha todas as ferramentas para construir o seu quadro horário, eu digo que a coisa não era bem assim. E aí, muito justamente você fica se perguntando como que é possível ter alguma coisa depois do fim.</p>
<p align="justify">Eu explico. É que até pouco tempo atrás esta série terminaria por ali mesmo. Teria apresentado os tipos, os objetivos e as formas de construir. E como novidade teria trabalhado a forma de pensar como eixo condutor do conteúdo. Só isto já seria um avanço, vez que este tema raramente é citado. </p>
<p align="justify">Mas algo me incomodava, embora eu pouco percebesse. Durante toda vida eu estudei. Durante toda vida tive mais coisas para fazer que tempo para realiza-las. E já de bom tempo venho estudando e praticando conteúdos e ferramentas de aprendizagem. Quadros horário, portanto, são meus conhecidos de longa data. <b>Então por que deixei de usá-los?</b></p>
<p align="justify">A minha resposta era a de que sendo muito trabalhosos e eu sabendo o que fazer, podia tê-los na minha mente. Teria assim um “quadro horário” altamente dinâmico e interativo. Racionalmente convencido, prossegui embora repetindo a canção do Fagner, o tal do sentimento ilhado volta e meia voltasse a incomodar.</p>
<p align="justify">E como era este incômodo? Primeiro a sensação vaga de que algo estava errado. Depois descobrir que as datas de tarefas passavam sem que me desse conta. Também trabalhar o dia inteiro e ficar com a sensação de que nada fiz de importante. Ainda mais; uma sensação angustiante de que por mais que fizesse sempre tinha mais o que fazer; e que nunca ia “dar tempo”.</p>
<p align="justify">Pois bem, isto se manteve até pouco tempo atrás, quando importei um livro sobre técnicas de aprendizagem<a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftn1_1710" name="_ftnref1_1710">[1]</a>. Seu autor<a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftn2_1710" name="_ftnref2_1710">[2]</a>, um jovem professor de Ciência da Computação na Universidade de Georgetown, produziu o livro à partir de uma pesquisa norteada por uma questão fundamental: </p>
<blockquote><p align="justify">O que estudantes de alto nível de faculdades de elite norte americanas fazem para obter os graus acadêmicos que os distinguem?</p>
</blockquote>
<p align="justify">As respostas nominaram o sub-título do livro: </p>
<blockquote><p align="justify">As estratégias não convencionais que estudantes universitários reais usam para obter graus mais elevados estudando menos.</p>
</blockquote>
<p align="justify">Em resumo a resposta básica é que tais estudantes não estudam mais que os outros, <b>mas o fazem melhor</b>. A diferença está no método. E no que se refere à questão da administração do tempo, da mesma forma. E é isto o que passo a descrever agora.</p>
<h1>Administração do tempo em cinco minutos diários.</h1>
<p align="justify">Não me entendam mal. O livro foi um achado e utilizo com sucesso suas orientações. Mas para segui-las uso sim tudo o que já sabia, e foi descrito nos tópicos anteriores. Isto quer dizer que <b>inicialmente</b> eu construí normalmente o meu quadro horário e <b>eventualmente</b> paro e refaço. Agora é na sua <b>manutenção</b> que uso os recursos do Newport, e mesmo nela os conceitos de precisar, querer e poder estão sempre presentes. </p>
<p align="justify">Um primeiro aspecto a ressaltar é a importância da administração do tempo. Como disse uma aluna de Harvard: <i>“Administrar o tempo é crítico – é uma competência que você precisa necessariamente desenvolver ao longo dos seus estudos na universidade.”</i>. No entanto o significado disto é muitas vezes mal-entendido. Costuma-se entender administração do tempo como um processo de comprimir o máximo de tarefas em um mínimo de tempo. Mas isto não é verdade<a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftn3_1710" name="_ftnref3_1710">[3]</a>.</p>
<p align="justify">Um primeiro grande benefício da administração de tempo é o combate à ansiedade. Quantas vezes você já não ficou angustiado ao perceber o quanto tinha que estudar? Quantas vezes o sentimento de “nadar muito e morrer na praia?” Quantas vezes a sensação de estar soterrado em livros, apostilas e matéria?. Poucos são os estudantes dedicados que de alguma forma e em alguma intensidade já não passaram por isto.</p>
<p align="justify">É bem verdade que uma parte disto é justificada, já que com alguma frequência estudantes veem-se assoberbados em decorrência de tarefas d última hora, imprevistos, cursos excessivos e etc. Não se trata aqui de negar esta realidade. Mas acho que isto é apenas uma parte da verdade.</p>
<p align="justify">Outra causa desta angústia é uma espécie de armadilha mental em que nos colocamos. Sabemos tudo o que precisamos fazer e estudar, sabemos dos nossos compromissos diários. O problema aqui é que tudo isto o que sabemos fica flutuando em nossa mente criando uma grande carga de stress. E isto ocorre porque a vivência que temos é a de que tudo aquilo (e o nosso cérebro assim vivencia), é instantâneo. Mesmo que saibamos que uma prova só ocorrerá daqui a 30 dias; pensar nela agora e tudo o que é necessário para se preparar nos angustia como se tudo estivesse ocorrendo agora – fazer a prova e estudar para ela. E como isto é impossível, fica um grande desconforto. Ficar pensando nisto e em outras coisas o tempo todo é muito cansativo. E não adianta tentar dizer para si mesmo que há tempo ou que não devemos pensar no assunto porque neste mesmo instante o pensamento se torna ainda mais forte.</p>
<p align="justify">A maneira de desarmar esta armadilha é o quadro horário. Quando você sabe que no dia tal ou qual a tarefa será realizada, ela para de flutuar na sua mente. Foi colocada onde deve ficar: Em uma data específica do futuro. Mas note que aqui já há uma diferença em relação aos quadros anteriores. Se lá mostrávamos que a matéria X iria ser estudada no horário Y, aqui dizemos <b>que parte da matéria</b> será estudada ou tarefa realizada naquele horário. <b>Somos específicos. </b>Esta é a maneira de tira-la da mente: Colocando-a no quadro horário.</p>
<p align="justify">Agora o quadro horário se torna o campo de negociação específico entre o precisar, querer e poder. Mas se você acha que isto ficará ainda mais complicado, já que sendo genérico o quadro horário é mais estável e desta forma exigirá uma manutenção constante, veja as características que Newport atribui ao seu sistema:</p>
<ol>
<li>Para sua manutenção só exige de 5 a 10 minutos diários. </li>
<li>Não o obriga à seguir, minuto a minuto, uma agenda fixa. </li>
<li>Ajuda-o a lembrar, planejar e completar as tarefa importantes antes do último minuto. </li>
<li>Pode ser reiniciada facilmente após períodos de negligência. </li>
</ol>
<p>Para usar o sistema você só precisa de duas coisas:</p>
<ul>
<li>
<p align="justify"><b>Um calendário:</b> Pode ser de qualquer tipo, dos mais sofisticados, elegantes ou informatizados até os mais simples e rudimentares. Use aquele que você gostar mais. Só precisa que seja algo que você possa consultar todo dia pela manhã e tenha espaço para anotar pelo menos uma dúzia de itens por dia<a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftn4_1710" name="_ftnref4_1710"><b></b><b>[4]</b></a>. <img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="clip_image002" border="0" alt="clip_image002" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/10/clip_image002_thumb.jpg?w=244&#038;h=141" width="244" height="141" /></p>
</li>
<li>
<p align="justify"><b>Uma lista:</b> Escrita em qualquer pedaço de papel que você possa atualizar durante o dia. Aqui também use o que lhe agradar mais. De um belo caderninho de anotações até uma simples folha de papel arrancada do caderno de rascunhos. Se o calendário pode ficar em casa, esta lista você <b>tem que</b> levar consigo. Por isto é bom que seja o mais simples possível<a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftn5_1710" name="_ftnref5_1710">[5]</a>. <img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;padding-top:0;border-width:0;" title="clip_image004" border="0" hspace="12" alt="clip_image004" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/10/clip_image004_thumb.jpg?w=116&#038;h=122" width="116" height="122" /></p>
</li>
</ul>
<h1>A ideia básica:</h1>
<p align="justify">Note que você já montou o seu quadro horário a partir das recomendações anteriores. Com isto você tem, de forma aproximada, todos os horários de estudo e as matérias para cada horário. Agora, com este quadro em mãos (que você só faz UMA vez e muito raramente muda), utilize-o como base para o sistema do Newport.</p>
<p align="justify">Agora pegue o calendário e nele coloque tudo o que você tem que fazer, nos dias e horários que você pode (use o quadro horário para orientar-se). Quanto tempo à frente? Preencha o calendário com TODAS as tarefas, mesmo que elas ocorram apenas dali a um ano. Com tanto tempo de avanço é bastante provável que algo se modifique. Mas não se preocupe. A mobilidade vem na etapa seguinte com a lista. Se desejar preencha o calendário à lápis. Esta é a sua agenda básica.</p>
<p align="justify">E a lista? É simples. A cada dia pela manhã copie as tarefas para a lista e siga-as durante o dia. Agora entra o diferencial. No calendário você fez uma previsão. Só que ao longo do dia imprevistos acontecem, surgem novas tarefas, os tempos imaginados para execução das tarefas mostram-se inadequados, etc. Durante o dia, portanto você vai marcando o que pôde fazer, o que não pôde e o que surgiu de novo. No dia seguinte pela manhã (ou se preferir no mesmo dia à noite) você volta ao calendário, realoca as tarefas não realizadas, atualiza tarefas cujas datas foram alteradas, e insere novas tarefas que surgiram. Feito isto descarta a lista antiga e em uma nova folha de papel faz nova lista. E desta forma você vai gerenciado o seu dia e suas tarefas.</p>
<h1>Detalhando o sistema:</h1>
<p>Bem comecemos com a lista. O papel é dividido em duas colunas:</p>
<p><a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/10/image8.png"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;padding-top:0;border-width:0;" title="image" border="0" alt="image" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/10/image_thumb8.png?w=464&#038;h=137" width="464" height="137" /></a></p>
<p align="justify">Na primeira coluna você coloca o que copiou do calendário. Na segunda vai tudo o que você lembrou ou foi avisado durante o dia. </p>
<p align="justify">A função desta segunda coluna é liberar sua memória, reduzir sua ansiedade e faze-lo ganhar tempo. Por exemplo, pode ser que ao final de uma aula, você arrumando suas coisas para sair, o professor avise da data de um simulado. Rapidamente escreve ali. Pense como seria se você tivesse de abrir sua agenda, procurar o dia correto, e então fazer a anotação. Bem, uma vez ou outra isto até seria possível. Só que ao longo dos dias muitas vezes isto, ou algo parecido tende a ocorrer. E se da primeira vez você faz, das outras acaba dizendo p/ si mesmo: “<i>- Depois eu anoto&#8230;</i>” e aí ou acaba esquecendo ou fica com aquilo martelando na cabeça.</p>
<p align="justify">Voltemos agora para os cinco minutos matinais onde você atualiza o seu calendário. Comece tendo em mãos a lista do dia anterior que, hipoteticamente. tem a seguinte aparência<a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftn6_1710" name="_ftnref6_1710">[6]</a>: </p>
<p><a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/10/image9.png"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;padding-top:0;border-width:0;" title="image" border="0" alt="image" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/10/image_thumb9.png?w=484&#038;h=267" width="484" height="267" /></a></p>
<p align="justify">Comece com o futuro; tem o simulado e a apostila. Neste caso você aloca horários nos dias seguintes para comprar e ler a apostila e também para se preparar para o simulado. Note que estas alocações de horário exigem alguma reflexão. De novo o precisar, o querer e o poder, já citados. Agora pela manhã você tem algum tempo para isto. Se você tivesse tido de anotar tudo na corrida do dia provavelmente teria feito uma anotação apressada sem pensar nas consequências e só descobriria eventuais problemas quando eles acontecessem. Agora não, pode, com mais calma balancear os prós e os contras de cada marcação.</p>
<p align="justify">Agora o dia de ontem. Como você vê, até que foi bom. Quase tudo que foi programado aconteceu. Quase tudo. Porém, sem a leitura prévia do texto de Direito Civil a aula vai ficar difícil. Você precisa alocar um horário ANTES da aula para a leitura. Tem que pagar o curso também; outro horário para alocar no dia. Então a sua lista de hoje fica assim:</p>
<p><a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/10/image10.png"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;padding-top:0;border-width:0;" title="image" border="0" alt="image" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/10/image_thumb10.png?w=467&#038;h=301" width="467" height="301" /></a>&#160;</p>
<h1>Conselhos finais</h1>
<p align="justify">E assim para encerrar este tópico alguns conselhos do autor do sistema:</p>
<ol>
<li>
<div align="justify">O objetivo do sistema é reduzir sua ansiedade e organizar o seu dia. Use-o com critério e bom senso. Ao alocar tarefas e ações no seu calendário seja realista. Leve em conta que as coisas acabam demorando mais do que imaginamos. </div>
</li>
<li>
<div align="justify">Não tente atulhar cada mínimo horário livre com alguma coisa. Pense que normalmente os “horários livres” que aparecem no quadro horário frequentemente se tornam “horários ocupados” na realidade. Reserve horários para transporte, higiene pessoal, alimentação, sono e um mínimo que seja para “não fazer nada”.</div>
</li>
<li>
<div align="justify">Horários não são gravados em pedra. Use o seu calendário como orientação. Gerencie seus tempos conforme a realidade for se impondo a você.</div>
</li>
<li>
<div align="justify">Durante o dia use sua lista. Siga-a passo a passo, marcando aquilo que já foi feito. Isto o libera de pensar a todo o momento no que fazer. Você já fez isto pela manhã.</div>
</li>
<li>
<div align="justify">Anote as novas tarefas na lista. Não pare muito para pensar nas suas consequências. Anote e esqueça. O seu dia está muito ocupado com o presente para ficar perdendo tempo com o futuro. Você terá tempo para isto mais tarde.</div>
</li>
</ol>
<p align="justify">Manter este sistema, qualquer sistema, demanda energia e persistência. Então é muito provável que você o interrompa em algum momento. Na verdade o mais provável é que você alterne períodos de estrita observância dos procedimentos com outros mais “frouxos”. </p>
<p align="justify">Nas duas circunstâncias não há problema em reiniciá-lo. Você já terá o quadro horário e o calendário prontos. Só precisa atualizá-los no que for necessário. Isto talvez leve algo em torno de 20 a 30 minutos. Neste caso não se preocupe em ter informações completas. Atualize o que for possível e prossiga. O resto vai ser feito na medida em que novos dados forem sendo recebidos. E claro, construa a sua lista, mas isto é o mais fácil, já que você só precisa de um papel em branco. Ok?</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p><a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftnref1_1710" name="_ftn1_1710">[1]</a> <font size="1">Newport, Cal: How to become a Straight A Student, Broadway Books, New York, 2007</font>.</p>
<p><a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftnref2_1710" name="_ftn2_1710">[2]</a> <a href="http://cs.georgetown.edu/~cnewport/index.htm">http://cs.georgetown.edu/~cnewport/index.htm</a></p>
<p><a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftnref3_1710" name="_ftn3_1710">[3]</a> <font size="1">Há algumas exceções, como por exemplo, candidatos à concurso ou talvez alunos de medicina. Nestes casos em geral o tempo é pouco e a quantidade de matéria é muita. Mas mesmo aqui recomendo atenção para não ultrapassar os próprios limites. Às vezes andar mais devagar te faz chegar mais longe e mais rápido. De nada adianta estudar muitas horas seguidas e aprender pouco em decorrência da estafa. </font></p>
<p><a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftnref4_1710" name="_ftn4_1710">[4]</a> <sub>URL da imagem https://calearning.ca.com/static_ca_web/help_learning/pt_BR/user/daily.jpg</sub></p>
<p><a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftnref5_1710" name="_ftn5_1710">[5]</a> <sub>URL da imagem http://viniciusscosta.blogspot.com/2011/01/como-gerenciar-melhor-suas-tarefas</sub></p>
<p><a href="/Users/Mauricio/Documents/My Dropbox/Meus Documentos/3Officina da Mente/Marketing/Livro Aprenda a Aprender_Alta ajuda/#_ftnref6_1710" name="_ftn6_1710">[6]</a> <font size="1">Este quadro hipotético toma por base um aluno de graduação em Direito, mas com as devidas adaptações pode ser aplicada a outras situações.</font></p>
<p>&#160;</p>
<p><font size="1">&#160;</font></p>
<p style="text-align:justify;"><img style="width:500px;height:80px;" alt="" align="middle" src="http://www.officinadamente.com.br/blog/Imagens/Mauricio_footer.jpg" width="500" height="80" /></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#cd4431;">Você tem alguma dúvida ou pergunta?</span></strong></p>
<p style="text-align:center;" class="MsoNormal"><strong><span style="color:#cd4431;">Deixe sua questão no campo de comentários !</span></strong> </p>
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		<item>
		<title>O Quadro hor&#225;rio de estudos: Construindo o seu</title>
		<link>http://officinadamente.wordpress.com/2011/10/25/o-quadro-horrio-de-estudos-construindo-o-seu/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 10:24:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>officinadamente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aprendizagem: estratégias e Estilos]]></category>
		<category><![CDATA[Técnicas de Estudo]]></category>
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		<category><![CDATA[desempenho escolar]]></category>
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		<description><![CDATA[Agora está na hora de personalizar tudo o que falamos sobre o Quadro Horário, tanto no que se refere aos pressupostos como aos tipos e objetivos. Em adição, há também outros critérios estes pessoais. Os Pressupostos Comece estabelecendo o seu “quadro de pressupostos”. É importante que seja escrito porque você vai voltar a ele várias [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=officinadamente.wordpress.com&amp;blog=5254065&amp;post=2295&amp;subd=officinadamente&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Agora está na hora de personalizar tudo o que falamos sobre o Quadro Horário, tanto no que se refere aos pressupostos como aos tipos e objetivos. Em adição, há também outros critérios estes pessoais.</p>
<h1>Os Pressupostos</h1>
<p align="justify">Comece estabelecendo o seu “quadro de pressupostos”. É importante que seja escrito porque você vai voltar a ele várias vêzes durante a construção do quadro horário. Ele tem o seguinte formato:</p>
<p><a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/10/image5.png"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;padding-top:0;border-width:0;" title="image" border="0" alt="image" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/10/image_thumb5.png?w=449&#038;h=210" width="449" height="210" /></a></p>
<p align="justify">Note que neste quadro você deve ser específico. Por exemplo, no “O que preciso” não escreva:</p>
<p align="justify"><em>“Passar no concurso “X” para aumentar meu salário.”</em></p>
<p align="justify">Isto é claro uma necessidade sua mas não é específico para um quadro <strong>horário</strong>. Seja mais preciso, escreva:</p>
<p align="justify"><em>“Estudar todo dia pelo menos 10 horas por dia”</em></p>
<p align="justify">Agora você foi específico. Definiu (em termos de hora) uma quantidade e uma freqüência. Agora preencha o seu desejo. Posso supor que 70 horas semanais de estudo não seja exatamente o seu sonho de consumo. Então o que você acharia bom? Por exemplo, escreva:</p>
<p align="justify"><em>“Estudar 3 horas às segundas e quartas à noite e quatro horas no sábado.”</em></p>
<p align="justify">Agora já se nota uma redução de 60 horas e quatro dias do que você precisa (usando sua razão) em relação ao que você quer (usando a sua emoção). O próximo passo é negociar os dois extremos. E para isto você vai negociar com a realidade. Primeiramente você vaí construir o seu quadro horário preliminar. É como você se lembra, uma tabela com dias e horários. E nela você colocará os seus horários comprometidos. por exemplo higiene pessoal, aulas, trabalho e alimentação. Ah! E não se esqueça do deslocamento. O quadro resultante (hipotético) ficaria assim:</p>
<p><a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/10/image6.png"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;padding-top:0;border-width:0;" title="image" border="0" alt="image" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/10/image_thumb6.png?w=455&#038;h=246" width="455" height="246" /></a></p>
<p align="justify">Note que a sua realidade já ocupou cinco dias da semana no horário de 6:00 às 19:00hs. São portanto 65 horas ocupadas com atividades que impedem o estudo individual.</p>
<p align="justify">Claro que sua realidade pode ser melhor. No quadro considerei aulas pela manhã e um trabalho de meio expediente à tarde. Pode ser que você não trabalhe, e neste caso ganha mais 20 horas livres. Mas pode ser pior; o trabalho pode ser durante o dia inteiro e eventuais cursos terão que ser feitos à noite e aí o tempo de estudo se reduz as mesmas 20 horas.</p>
<p align="justify">De qualquer maneira o raciocínio é o mesmo. Construir o quadro e nele inserir os horários obrigatórios.</p>
<p align="justify">Feito isto o que sobra? Dias de semana à noite e finais de semana inteiros. Digamos que você, pobre mortal resolva separar sábado e domingo à noite para o lazer e acordar um pouco mais tarde no sábado e domingo. Assim, o que você pode fazer (equilíbrio entre precisar, querer e poder) é:</p>
<p align="justify"><em>“Estudar de segunda à sexta à noite das 20:00 às 24:00hs, sábado das 7:00 às 20:00hs e domingo das 8:00 às 21:00hs.</em></p>
<p align="justify">E portanto o quadro horário ficaria assim:</p>
<p><a href="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/10/image7.png"><img style="background-image:none;padding-left:0;padding-right:0;display:inline;padding-top:0;border-width:0;" title="image" border="0" alt="image" src="http://officinadamente.files.wordpress.com/2011/10/image_thumb7.png?w=477&#038;h=264" width="477" height="264" /></a></p>
<h1>A Distribuição do Horário – Os Critérios Pessoais:</h1>
<p align="justify">Agora que você já determinou a quantidade total de horas de estudo, está na hora de decidir a sua distribuição. Para esta distribuição leve em conta os seguintes critérios:</p>
<ul>
<li>
<div align="justify">Importância da disciplina </div>
</li>
<li>
<div align="justify">Dificuldade da disciplina </div>
</li>
<li>
<div align="justify">Tipo de disciplina&#160; </div>
</li>
<li>
<div align="justify">O seu estilo pessoal de aprendizagem </div>
</li>
</ul>
<p align="justify">Chamo a sua atenção de que nenhum dos critérios acima é absoluto. Da mesma forma que os pressupostos, você deve equilibrá-los. Por exemplo, talvez você dedique pouco tempo a uma disciplina muito importante porque para você ela é muito fácil. Ou o contrário, mais tempo para uma disciplina secundária já que ela é muito difícil para você.</p>
<h3>Importância da disciplina</h3>
<p align="justify">É óbvio que se o seu objetivo é ober um bom resultado, disciplinas mais importantes terão mais tempo de estudo que as menos valiosas. Portanto a decisão é fácil. Mas o que determina o valor de uma disciplina (ou de parte do seu conteúdo)?</p>
<p align="justify">Penso que o equilibrio entre pelo menos três fatores. Na situação escolar normal o primeiro fator é o grau de exigência do professor. Em média as provas são fáceis ou difíceis? </p>
<p align="justify">E à medida que você se aproxima do vestibular ou já na faculdade, da sua graduação; qual a importância para a profissão escolhida?&#160; E este é um segundo fator.</p>
<p align="justify">Nos concursos, vestibular inclusive, há determinadas matérias que tem um peso relativo maior do que outras. E como a pontuação final é o somatório ponderado de todas as notas; então, com o perdão do trocadilho, este é mais um fator de peso.</p>
<p align="justify">Para facilitar, há um planilha publicada ( <a title="http://www.forumconcurseiros.com/forum/showthread.php?t=246172" href="http://www.forumconcurseiros.com/forum/showthread.php?t=246172">http://www.forumconcurseiros.com/forum/showthread.php?t=246172</a> ) que já tem automatizados alguns cálculos. Por ser automatizada tem a vantagem de exigir menos raciocínio. Por outro lado tem o limite de ser focada em concursos e mais que isto levar em consideração apenas dois dos critérios que eu discuto. O primeiro é o relativo à este tópico; a importância da disciplina. Mas mesmo neste caso a importância é definida apenas pelo seu peso no edital. E o segundo critério é o nível do candidato na disciplina, que é parte do que discutiremos à seguir.</p>
<h3>Dificuldade da disciplina</h3>
<p align="justify">O primeiro fator a tornar difícil uma disciplina já foi discutido acima. Professores ou bancas exigentes tornam tudo mais difícil. </p>
<p align="justify">Mas há ainda a quantidade e estrutura da matéria. Obviamente quanto mais conteúdo, mais difícil é dominá-la. Mas perceba que há matérias em que o conteúdo é bem organizado e lógicamente organizado. Outras consistem em um compilação de regras. As primeiras tendem a ser mais fáceis de aprender e memorizar que as segundas (dependendo é claro do seu estilo pessoal de aprendizagem).</p>
<p align="justify">Um exemplo em Direito são as matérias de “doutrina” onde os temas são apresentados em um contexto de reflexão e argumentação. Em contraste há as de “código” onde o aluno tem logo de cara uma grande compilação de regras, estando o raciocínio mais oculto, pleo menos em comparação com as anteriores.</p>
<h3>Tipo de Disciplina</h3>
<p align="justify">Aqui não se trata do conteúdo, mas da maneira com que ela é apresentada pelo professor. Por exemplo; se você está aprendendo inglês e o foco é a gramática, um estudo prévio o ajudará na aula. Já se o objetivo é falar, não adianta estudar, você tem que praticar, na aula e fora dela. Por outro lado, se o foco está na produção textual, a sua maneira de estudar é escrever e levar os textos para aula. E isto evidentemente influencia a alocação dos horários de estudo no seu quadro.</p>
<p align="justify">Um professor pode organizar sua aula de múltiplas formas, mas para simplificar vou dividi-la em dois tipos; as de preleção e as de debate. Esta divisão é um tanto estereotipada, já que durante a preleção é importante haver participação e durante o debate deve haver algum grau de preleção. A preleção dialogada por exemplo, usa estes dois recursos simultâneamente.</p>
<p align="justify">Mas reduzindo à sua forma mais típica nas preleções o professor apresenta a matéria, cabendo ao aluno ficar atento. Aqui, eventuais perguntas são permitidas. Este é talvez o formato mais frequente nos cursos, escolas, conferências e palestras. Já na aula participativa a interação é maior. O professor lança um tema e coordena os debates, cabendo ao aluno trabalhar o assunto por meio de exposição oral, diálogo, questionamento, argumentação e etc.</p>
<p align="justify">Fica claro portanto que nas aulas de debate, o seu aprendizado depende da sua participação e esta do que você sabe sobre o tema tratado. A quem ignora o assunto, só resta o silêncio. Por isto se a aula é deste tipo, então é conveniente alocar no seu quadro horário um estudo prévio. No dia anterior à disciplina você estuda o assunto, para que possa desenvolvê-lo durante a aula.</p>
<p align="justify">No caso da preleção, o oposto não é necessáriamente verdadeiro. Há que se identificar o tipo de preleção. Simplificando há três tipos de preleção: a “didática”, a panorâmica e a de aprofundamento.</p>
<p align="justify">“Didática” é aquela aula em que o professor toma um assunto e o disseca completamente, explicando tudo passo a passo. Uso aqui o termo “didática” entre aspas porque este termo é usado pelo senso comum para descrever este tipo de aula. Didática na realidade é uma área de conhecimento bem mais abrangente do que meramente um formato de preleção.</p>
<p align="justify">Na aula panorâmica o professor aborda um tema que pela sua abrangência não pode ser apresentado na sua totalidade quer em uma aula, quer em um curso. Ainda mais, há temas que precisam ser refletidos pelo aluno. Precisam ser processados pelo aluno ao longo de algum tempo. Há outros ainda, que se tomados de imediato pelo aluno tornam-se excessivamente difíceis. Por isto o objetivo de uma aula panorâmica é apresentar o tema na sua totalidade, ressaltando os tópicos principais e a ligação entre as partes.</p>
<p align="justify">Finalmente uma aula de aprofundamento toma um tema nos seus detalhes. Procura estabelecer relações com outros temas, explicitar conseqüências obscuras, resolver dififuldades, indicar desdobramentos. Aulas de aprofundamento não são para iniciantes.</p>
<p align="justify">Dadas estas características fica clara a alocação de horário de estudo. Se para o debate o estudo é anterior, para preleção varia. Assim uma aula “didática” pressupõe a ignorância do aluno no tema, por isto tudo é explicado. E então cabe ao aluno depois da aula estudar o assunto e eventualmente em aulas posteriores resolver dúvidas. O objetivo neste caso é solidificar o aprendizado. </p>
<p align="justify">A aula panorâmica neste aspecto é semelhante. O estudo principal deve ser posterior à aula. Mas neste caso é interessante que no dia anterior ou pouco antes da aula (se você dominar técnicas de leitura eficaz), seja feita uma rápida leitura prévia do tema. O objetivo neste caso é o de aproximar-se do tema de modo a facilitar a apropriação da visão de conjunto que será apresentada pelo professor. Para solidificar o assunto então é que você deverá alocar um período de estudo após a aula.</p>
<p align="justify">Finalmente nas aulas de aprofundamento você precisa estudar antes E depois. O “antes” aqui refere-se a períodos de estudo alocados no seu quadro horário antes da aula. Mas também se refere a estudos prévios à aula e mesmo à disciplina atual. Note que eu já disse que aulas de aprofundamento não são para iniciantes. Você não estuda álgebra se não souber aritmética, cardiologia se desconhecer anatomia e fisiologia. Neste sentido uma aula (ou curso) de aprofundamento exige pré-requisitos. Por isto antes de se dedicar a uma delas verifique se você os possui.</p>
<p align="justify">Então nas aulas de aprofundamento você deve estudar antes para apropriar-se do tema e identificar pontos obscuros. Cabe então alocar periodos de estudo antes da aula. Mas deve também estudar depois para solidificar o aprendizado e também refletir sobre o assunto.</p>
<h3>Seu estilo pessoal de aprendizagem</h3>
<p align="justify"><a href="http://officinadamente.com.br/blog/?p=1149" target="_blank">Estilo pessoal de aprendizagem</a> refere-se à sua maneira individual de aprender, às suas preferências de estudo. Leva em conta seu tipo de inteligência, estilo de raciocínio entre outros. <a href="http://officinadamente.com.br/blog/?page_id=82" target="_blank">De forma mais precisa demanda estudo especialzado.</a> No entanto por agora e para simplificar, há aspectos que você mesmo pode saber.</p>
<p align="justify">Por exemplo; você estuda melhor pela manhã ou à noite? Tem mais facilidade com matérias exatas ou humanas? Consegue estudar bem por longos períodos ou precisa de interrupções frequentes? Seu ambiente de estudo ideal é retirado e silencioso ou talvez com algum movimento de pessoas ou sons? Precisa alimentar-se para estudar ou o “lanchinho” o prejudica? Como se sente melhor; “enfrentando” aquela matéria difícil para então desfrutar daquela que te agrada? Ou precisa primeiro “presentear-se” com a fácil para ir “esquentando” e só então dedicar-se à que tem assusta?</p>
<p align="justify">Isto tudo importa na hora de escolher o horário. Estudar pode ser muito prazeroso, mas exige sempre um certo esforço e dedicação. Então, a melhor maneira de acertar é aplainar o caminho escolhendo o trajeto de maior probabilidade de sucesso. E isto se faz respeitando seu estilo pessoal de aprendizagem.</p>
<p align="justify">Este é um aspecto que muito, mas muito raramente vejo discutido. Particularmente em recomendações para candidatos a concursos públicos. Todos são tratados como se fossem iguais e devessem se submeter aos editais e horários de cursinhos.</p>
<p align="justify">Não me entendam mal, é claro que editais e “cursinhos” são importantes. É inteligente ver o que deu certo para outros. No entanto mais importante que isto é você. Não estou dizendo que você deve sempre agir como bem entende.&#160; Pelo contrário, leia o que falei em post anterior sobre o equilíbrio entre o precisar o querer e o poder.</p>
<p align="justify">Você deve sempre personalizar seu estudo e também o seu quadro horário. Há em alguns textos alguma referência à personalização. Mas na pesquisa que fiz para construir este texto há apenas a citação de que os modelos apresentados funcionaram para os seus construtores, fazendo-se a ressalva de que pode ser diferente para o leitor. </p>
<p align="justify">Mas como personalizar? Mostrar como fazê-lo tem sido o objetivo deste e dos posts anteriores ( <a href="http://officinadamente.com.br/blog/?p=2449" target="_blank">“Pressupostos”</a> e <a href="http://officinadamente.com.br/blog/?p=2460" target="_blank">“Tipos e Objetivos”</a>). </p>
<h1>Finalizando:</h1>
<p align="justify">Bem como vimos, o quadro horário tem alguns aspectos constantes como o formato, determinação de quantidade de estudo e tempo dedicado à outras atividades obrigatórias, etc. E tem também outros aspectos pessoais, tratados em detalhe neste texto. </p>
<p align="justify">Mas se você parar para pensar, até o momento tratei o quadro horário como algo estático. Uma vez construido está gravado em pedra para todo o sempre. Isto não é verdade. Ele é tão fixo como a vida. Novo edital, uma doença, imprevistos, mudanças de professores ou disciplinas, nova bilbiografia a ser explorada, etc, etc, etc. Quantas e com quão regularmente isto ocorre em nossas vidas. Mais que isto, quantas mudanças ocorrem à nossa revelia e que não podemos evitar?</p>
<p align="justify">Por conseqüência o seu quadro horário deve mudar. Sempre respeitando os princípios aqui tratados, mas também sempre adequando-se à vida sempre em mudança.</p>
<p align="justify">Mas como lidar com tudo isto sem ter que dedicar seu tempo&#160; precioso para mudanças constantes no quadro? No próximo post tratarei disto, apresentando um método proposto por Cal Newport, especialista em estudos de alto nível. É um método que venho usando com muito bons resultados faz já algum tempo.</p>
<p align="justify">Até lá!</p>
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<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#cd4431;">Você tem alguma dúvida ou pergunta?</span></strong></p>
<p style="text-align:center;" class="MsoNormal"><strong><span style="color:#cd4431;">Deixe sua questão no campo de comentários !</span></strong> </p>
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