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O Quadro horário de estudos: Construindo o seu

Agora está na hora de personalizar tudo o que falamos sobre o Quadro Horário, tanto no que se refere aos pressupostos como aos tipos e objetivos. Em adição, há também outros critérios estes pessoais.

Os Pressupostos

Comece estabelecendo o seu “quadro de pressupostos”. É importante que seja escrito porque você vai voltar a ele várias vêzes durante a construção do quadro horário. Ele tem o seguinte formato:

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Note que neste quadro você deve ser específico. Por exemplo, no “O que preciso” não escreva:

“Passar no concurso “X” para aumentar meu salário.”

Isto é claro uma necessidade sua mas não é específico para um quadro horário. Seja mais preciso, escreva:

“Estudar todo dia pelo menos 10 horas por dia”

Agora você foi específico. Definiu (em termos de hora) uma quantidade e uma freqüência. Agora preencha o seu desejo. Posso supor que 70 horas semanais de estudo não seja exatamente o seu sonho de consumo. Então o que você acharia bom? Por exemplo, escreva:

“Estudar 3 horas às segundas e quartas à noite e quatro horas no sábado.”

Agora já se nota uma redução de 60 horas e quatro dias do que você precisa (usando sua razão) em relação ao que você quer (usando a sua emoção). O próximo passo é negociar os dois extremos. E para isto você vai negociar com a realidade. Primeiramente você vaí construir o seu quadro horário preliminar. É como você se lembra, uma tabela com dias e horários. E nela você colocará os seus horários comprometidos. por exemplo higiene pessoal, aulas, trabalho e alimentação. Ah! E não se esqueça do deslocamento. O quadro resultante (hipotético) ficaria assim:

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Note que a sua realidade já ocupou cinco dias da semana no horário de 6:00 às 19:00hs. São portanto 65 horas ocupadas com atividades que impedem o estudo individual.

Claro que sua realidade pode ser melhor. No quadro considerei aulas pela manhã e um trabalho de meio expediente à tarde. Pode ser que você não trabalhe, e neste caso ganha mais 20 horas livres. Mas pode ser pior; o trabalho pode ser durante o dia inteiro e eventuais cursos terão que ser feitos à noite e aí o tempo de estudo se reduz as mesmas 20 horas.

De qualquer maneira o raciocínio é o mesmo. Construir o quadro e nele inserir os horários obrigatórios.

Feito isto o que sobra? Dias de semana à noite e finais de semana inteiros. Digamos que você, pobre mortal resolva separar sábado e domingo à noite para o lazer e acordar um pouco mais tarde no sábado e domingo. Assim, o que você pode fazer (equilíbrio entre precisar, querer e poder) é:

“Estudar de segunda à sexta à noite das 20:00 às 24:00hs, sábado das 7:00 às 20:00hs e domingo das 8:00 às 21:00hs.

E portanto o quadro horário ficaria assim:

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A Distribuição do Horário – Os Critérios Pessoais:

Agora que você já determinou a quantidade total de horas de estudo, está na hora de decidir a sua distribuição. Para esta distribuição leve em conta os seguintes critérios:

  • Importância da disciplina
  • Dificuldade da disciplina
  • Tipo de disciplina 
  • O seu estilo pessoal de aprendizagem

Chamo a sua atenção de que nenhum dos critérios acima é absoluto. Da mesma forma que os pressupostos, você deve equilibrá-los. Por exemplo, talvez você dedique pouco tempo a uma disciplina muito importante porque para você ela é muito fácil. Ou o contrário, mais tempo para uma disciplina secundária já que ela é muito difícil para você.

Importância da disciplina

É óbvio que se o seu objetivo é ober um bom resultado, disciplinas mais importantes terão mais tempo de estudo que as menos valiosas. Portanto a decisão é fácil. Mas o que determina o valor de uma disciplina (ou de parte do seu conteúdo)?

Penso que o equilibrio entre pelo menos três fatores. Na situação escolar normal o primeiro fator é o grau de exigência do professor. Em média as provas são fáceis ou difíceis?

E à medida que você se aproxima do vestibular ou já na faculdade, da sua graduação; qual a importância para a profissão escolhida?  E este é um segundo fator.

Nos concursos, vestibular inclusive, há determinadas matérias que tem um peso relativo maior do que outras. E como a pontuação final é o somatório ponderado de todas as notas; então, com o perdão do trocadilho, este é mais um fator de peso.

Para facilitar, há um planilha publicada ( http://www.forumconcurseiros.com/forum/showthread.php?t=246172 ) que já tem automatizados alguns cálculos. Por ser automatizada tem a vantagem de exigir menos raciocínio. Por outro lado tem o limite de ser focada em concursos e mais que isto levar em consideração apenas dois dos critérios que eu discuto. O primeiro é o relativo à este tópico; a importância da disciplina. Mas mesmo neste caso a importância é definida apenas pelo seu peso no edital. E o segundo critério é o nível do candidato na disciplina, que é parte do que discutiremos à seguir.

Dificuldade da disciplina

O primeiro fator a tornar difícil uma disciplina já foi discutido acima. Professores ou bancas exigentes tornam tudo mais difícil.

Mas há ainda a quantidade e estrutura da matéria. Obviamente quanto mais conteúdo, mais difícil é dominá-la. Mas perceba que há matérias em que o conteúdo é bem organizado e lógicamente organizado. Outras consistem em um compilação de regras. As primeiras tendem a ser mais fáceis de aprender e memorizar que as segundas (dependendo é claro do seu estilo pessoal de aprendizagem).

Um exemplo em Direito são as matérias de “doutrina” onde os temas são apresentados em um contexto de reflexão e argumentação. Em contraste há as de “código” onde o aluno tem logo de cara uma grande compilação de regras, estando o raciocínio mais oculto, pleo menos em comparação com as anteriores.

Tipo de Disciplina

Aqui não se trata do conteúdo, mas da maneira com que ela é apresentada pelo professor. Por exemplo; se você está aprendendo inglês e o foco é a gramática, um estudo prévio o ajudará na aula. Já se o objetivo é falar, não adianta estudar, você tem que praticar, na aula e fora dela. Por outro lado, se o foco está na produção textual, a sua maneira de estudar é escrever e levar os textos para aula. E isto evidentemente influencia a alocação dos horários de estudo no seu quadro.

Um professor pode organizar sua aula de múltiplas formas, mas para simplificar vou dividi-la em dois tipos; as de preleção e as de debate. Esta divisão é um tanto estereotipada, já que durante a preleção é importante haver participação e durante o debate deve haver algum grau de preleção. A preleção dialogada por exemplo, usa estes dois recursos simultâneamente.

Mas reduzindo à sua forma mais típica nas preleções o professor apresenta a matéria, cabendo ao aluno ficar atento. Aqui, eventuais perguntas são permitidas. Este é talvez o formato mais frequente nos cursos, escolas, conferências e palestras. Já na aula participativa a interação é maior. O professor lança um tema e coordena os debates, cabendo ao aluno trabalhar o assunto por meio de exposição oral, diálogo, questionamento, argumentação e etc.

Fica claro portanto que nas aulas de debate, o seu aprendizado depende da sua participação e esta do que você sabe sobre o tema tratado. A quem ignora o assunto, só resta o silêncio. Por isto se a aula é deste tipo, então é conveniente alocar no seu quadro horário um estudo prévio. No dia anterior à disciplina você estuda o assunto, para que possa desenvolvê-lo durante a aula.

No caso da preleção, o oposto não é necessáriamente verdadeiro. Há que se identificar o tipo de preleção. Simplificando há três tipos de preleção: a “didática”, a panorâmica e a de aprofundamento.

“Didática” é aquela aula em que o professor toma um assunto e o disseca completamente, explicando tudo passo a passo. Uso aqui o termo “didática” entre aspas porque este termo é usado pelo senso comum para descrever este tipo de aula. Didática na realidade é uma área de conhecimento bem mais abrangente do que meramente um formato de preleção.

Na aula panorâmica o professor aborda um tema que pela sua abrangência não pode ser apresentado na sua totalidade quer em uma aula, quer em um curso. Ainda mais, há temas que precisam ser refletidos pelo aluno. Precisam ser processados pelo aluno ao longo de algum tempo. Há outros ainda, que se tomados de imediato pelo aluno tornam-se excessivamente difíceis. Por isto o objetivo de uma aula panorâmica é apresentar o tema na sua totalidade, ressaltando os tópicos principais e a ligação entre as partes.

Finalmente uma aula de aprofundamento toma um tema nos seus detalhes. Procura estabelecer relações com outros temas, explicitar conseqüências obscuras, resolver dififuldades, indicar desdobramentos. Aulas de aprofundamento não são para iniciantes.

Dadas estas características fica clara a alocação de horário de estudo. Se para o debate o estudo é anterior, para preleção varia. Assim uma aula “didática” pressupõe a ignorância do aluno no tema, por isto tudo é explicado. E então cabe ao aluno depois da aula estudar o assunto e eventualmente em aulas posteriores resolver dúvidas. O objetivo neste caso é solidificar o aprendizado.

A aula panorâmica neste aspecto é semelhante. O estudo principal deve ser posterior à aula. Mas neste caso é interessante que no dia anterior ou pouco antes da aula (se você dominar técnicas de leitura eficaz), seja feita uma rápida leitura prévia do tema. O objetivo neste caso é o de aproximar-se do tema de modo a facilitar a apropriação da visão de conjunto que será apresentada pelo professor. Para solidificar o assunto então é que você deverá alocar um período de estudo após a aula.

Finalmente nas aulas de aprofundamento você precisa estudar antes E depois. O “antes” aqui refere-se a períodos de estudo alocados no seu quadro horário antes da aula. Mas também se refere a estudos prévios à aula e mesmo à disciplina atual. Note que eu já disse que aulas de aprofundamento não são para iniciantes. Você não estuda álgebra se não souber aritmética, cardiologia se desconhecer anatomia e fisiologia. Neste sentido uma aula (ou curso) de aprofundamento exige pré-requisitos. Por isto antes de se dedicar a uma delas verifique se você os possui.

Então nas aulas de aprofundamento você deve estudar antes para apropriar-se do tema e identificar pontos obscuros. Cabe então alocar periodos de estudo antes da aula. Mas deve também estudar depois para solidificar o aprendizado e também refletir sobre o assunto.

Seu estilo pessoal de aprendizagem

Estilo pessoal de aprendizagem refere-se à sua maneira individual de aprender, às suas preferências de estudo. Leva em conta seu tipo de inteligência, estilo de raciocínio entre outros. De forma mais precisa demanda estudo especialzado. No entanto por agora e para simplificar, há aspectos que você mesmo pode saber.

Por exemplo; você estuda melhor pela manhã ou à noite? Tem mais facilidade com matérias exatas ou humanas? Consegue estudar bem por longos períodos ou precisa de interrupções frequentes? Seu ambiente de estudo ideal é retirado e silencioso ou talvez com algum movimento de pessoas ou sons? Precisa alimentar-se para estudar ou o “lanchinho” o prejudica? Como se sente melhor; “enfrentando” aquela matéria difícil para então desfrutar daquela que te agrada? Ou precisa primeiro “presentear-se” com a fácil para ir “esquentando” e só então dedicar-se à que tem assusta?

Isto tudo importa na hora de escolher o horário. Estudar pode ser muito prazeroso, mas exige sempre um certo esforço e dedicação. Então, a melhor maneira de acertar é aplainar o caminho escolhendo o trajeto de maior probabilidade de sucesso. E isto se faz respeitando seu estilo pessoal de aprendizagem.

Este é um aspecto que muito, mas muito raramente vejo discutido. Particularmente em recomendações para candidatos a concursos públicos. Todos são tratados como se fossem iguais e devessem se submeter aos editais e horários de cursinhos.

Não me entendam mal, é claro que editais e “cursinhos” são importantes. É inteligente ver o que deu certo para outros. No entanto mais importante que isto é você. Não estou dizendo que você deve sempre agir como bem entende.  Pelo contrário, leia o que falei em post anterior sobre o equilíbrio entre o precisar o querer e o poder.

Você deve sempre personalizar seu estudo e também o seu quadro horário. Há em alguns textos alguma referência à personalização. Mas na pesquisa que fiz para construir este texto há apenas a citação de que os modelos apresentados funcionaram para os seus construtores, fazendo-se a ressalva de que pode ser diferente para o leitor.

Mas como personalizar? Mostrar como fazê-lo tem sido o objetivo deste e dos posts anteriores ( “Pressupostos” e “Tipos e Objetivos”).

Finalizando:

Bem como vimos, o quadro horário tem alguns aspectos constantes como o formato, determinação de quantidade de estudo e tempo dedicado à outras atividades obrigatórias, etc. E tem também outros aspectos pessoais, tratados em detalhe neste texto.

Mas se você parar para pensar, até o momento tratei o quadro horário como algo estático. Uma vez construido está gravado em pedra para todo o sempre. Isto não é verdade. Ele é tão fixo como a vida. Novo edital, uma doença, imprevistos, mudanças de professores ou disciplinas, nova bilbiografia a ser explorada, etc, etc, etc. Quantas e com quão regularmente isto ocorre em nossas vidas. Mais que isto, quantas mudanças ocorrem à nossa revelia e que não podemos evitar?

Por conseqüência o seu quadro horário deve mudar. Sempre respeitando os princípios aqui tratados, mas também sempre adequando-se à vida sempre em mudança.

Mas como lidar com tudo isto sem ter que dedicar seu tempo  precioso para mudanças constantes no quadro? No próximo post tratarei disto, apresentando um método proposto por Cal Newport, especialista em estudos de alto nível. É um método que venho usando com muito bons resultados faz já algum tempo.

Até lá!

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Mauricio Abreu Pinto Peixoto | Criar seu atalho

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O Quadro horário de estudos – Tipos e objetivos

Na semana passada discutimos os pressuspostos da construção do quadro horário. Mostramnos que o seu preenchimento adequado depende de um equilíbrio entre o que você precisa, quer e pode fazer.  Agora  tenho como objetivo apresentar os diferentes tipos de quadro horário. Mais específicamente, mostrar que apesar do seu formqato básico ser sempre o mensmo, os diferentes tipos assim se conformam em função dos seus diferentes objetivos.

O Formato básico:

É muito simples. Como para todos os tipos, o seu objetivo é distribuir eventos ou conteudos a ensinar/aprender, localizando-os no tempo. Assim:

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Na  primeira coluna você coloca o horário (M=Manhã, T=Tarde, N=Noite))  distribuido pelas linhas e nas seguintes os dias (2a., 3a, …Domingo). E na intercessão entre linhas e colunas você coloca o conteúdo (C), escolhido para estudar.

Muito simples, ok? É verdade, mas note que neste momento vc já tomou uma decisão. Por exemplo, ao construir este quadro, assuniu o compromisso com você mesmo de usar a tarde de 4a. para estudar o conteúdo “C3”. E como mostramos no post anterior isto quer dizer que idealmente você decidiu que:

  1. Precisa estudar C3: Isto é, este conteúdo é necessário para você atingir os seus objetivos.
  2. Deseja estudar C3: Você está (ou pretende estar) motivado para deixar de fazer outras coisas de modo a estudar o conteúdo.
  3. Pode estudar C3: Naquele horário será possível realmente estudar o conteúdo e também que basta a tarde de quarta para completar o estudo. Ou seja, a dimensão do conteúdo é adequada à quantidade de tempo que vc alocou para ela.

Pois é, tudo simples e óbvio. Não parece?  Se você acha isto, então peço que releia o post sobre pressupostos. No mundo real, as coisas não costumam ser assim tão simples.

Distribuição de disciplinas:

Abaixo você vê um quadro cujo objetivo é informar aos alunos que disciplina ocorre quando. Ele é aprefentemente diferente do formato básico apresentado linhas atrás. Mas note em primeiro lugar que neste caso não há muita necessidade de precisão. Tanto que o horário fica reduzido à uma pequena célula. Por exemplo; o horário da Metodologia (11/13h) está apenas listado na coluna da segunda.

Mas em segundo lugar perceba que a importância aqui não está no horário, mas na disciplina. A pergunta que os alunos do mestrado provavelmente se fazem é: Quando é a “Metodologia”?

Note que para consultar a tabela o aluno “entra” nela pela disciplina. Por isto a disciplina está na primeira coluna. Esta é a razão pela qual esta coluna é a “coluna indicadora”. Ela te diz por onde você  deve começar a ler a tabela.

E daí? Para que te serve saber disto? Simples. Ao final desta série você deverá saber contruir um quadro horário pessoal. Então uma das primeiras perguntas será: O que é mais importante? A hora? O dia? A disciplina? E portanto a escolha do conteúdo da coluna indicadora dependerá da sua resposta. Ok?

MESTRADO E DOUTORADO EM PSICOLOGIA (*)
Estudos da Subjetividade
QUADRO DE HORÁRIOS PARA 2º sem./2011

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(*) Extrato do quadro horário disponível em http://www.slab.uff.br/horario.php

Uma outra forma de representar a mesma coisa é o quadro abaixo(1). Note que de novo a pergunta que se responde claramente com ele é que disciplina ocorre quando. Aqui náo há coluna indicadora, mas a maeira de apresentar deixa isto claro.

E isto nos leva a uma segunda propriedade destes quadros. São ferramentas de comunicação. Isto é comunicam alguma coisa a alguém. E isto interessa a você já que o seu quadro horário de estudo deverá representar (e comunicar a você claramente) o seu compromisso pessoal. Seja qual for o formato ele deve ser detalhado o suficiente para conter toda a informação necessária, mas também simples o bastante para que possa rápidamente saber  que tem que fazer e quando.

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(1) Extrato do quadro horário disponível em www.uff.br/pos…/horarios/quadro%20mod%201%202009.doc

Este é um aviso importante, porque volta e meia encontro tabelas que são excessivamente informativas por conta de um desejo do aluno de nela inserir tudo. E assim o quadro fica carregado com disciplinas, horários, conteudos, bibliografia, notas, etc.

Reconheço que nestes casos a tabela fica muito informativa, e em determinadas circunstâncias pode ser um recurso de síntese interessante. Mas com isto se perde o objetivo principal: te ajudar à rápidamente fazer o que é necessário.

Dsitribuição do seu estudo.

Até agora lidamos com quadros que comunicam decisões dos professores para os alunos. Agora vamos seguir outro caminho, que é o do aluno para si mesmo. Estamos falando do quadro horário de estudo própriamente dito:

E aqui voltamos ao formato básico de linhas com horários e colunas com dias. Há quadros simples em que os dias se deistribuem apenas de 2a. à 6a. e outros que usam todos os dias da semana. Há ainda os que colocam horários mais genéricos como manhã, tarde e noite e outros que divididos em períodos de 30 minutos extendem-se das 7:00h à meia-noite.

Aqui o que temos então é uma decisão do aluno, balanceando a quantidade de matéria, o tempo necessário para estudá-las e sua capacidade de fazê-lo. Detalhar estas decisões é tema para o proximo post. Agora só uma apresentação.

Se você está mais livre (ou não se adequa a horários rígidos)  pode fazer uso de um quadro mais simples.

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No outro extremo podemos construir um com colunas sete colunas para os dias da semana e linhas para cada período de uma hora. A quantidade de horas é uma decisão pessoal (mais tarde amplarei este tema). Você pode fazer à mão, com qulaeur programa de computador ou usar um modelo já pronto:

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O quadro acima pode ser baixado gratuitamente como uma cortesia do Prof. William Douglas em http://www.williamdouglas.com.br/painelcontrole/uploads/quadro%20-%20modelo.pdf 

No entanto, como mostrei no post anterior, o problema não está no quadro em si, já que este é apenas uma matriz de linhas e colunas com dias e horários. A questão maior é como distribuir dentro dele os conteudos a serem estudados. E este será o tema do post da semana que vem.

Até lá!

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Mauricio Abreu Pinto Peixoto | Criar seu atalho

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O Quadro Horário de Estudos – Os pressupostos.

Dificuldade_Pés adolescentes equilibrando-se em caminho difícilComeço definindo que "Quadro Horário de Estudos” é óbviamente um quadro onde o estudo é distribuido segundo um dado horário. É simples, fácil, sem qualquer problema de entendimento. Ora, se assim é, por que tanta importância se dá à pergunta: –Como fazer um quadro horário de estudos?

Duvida? Apenas um número. Antes de escrever este post fiz uma consulta na internet. Obtive:

Página 80 de aproximadamente 2.530.000 resultados (0,38 segundos)

Este post irá explicar porque isto tem sido difícil para muitas pessoas. E ainda mais, mostrará à você como sair desta dificuldade. A seguir, em outras postagens, mostrarei formas de contruir um quadro horário que seja adequado e personalizado.

O Problema

Em minha opinião há várias razões para a dificuldade de fazer quadros horários, e principalmente de fazê-los funcionar. Dentre elas, cito três que entendo serem as mais importantes:

  1. Diversidade de tipos de quadro
  2. Administração do tempo
  3. Aspectos Psicológicos

O problema então não está no “como fazer” mas em “como pensar para fazer”. Eu explico.

Distribuir as matérias ao longo do tempo não é difícil se você o faz meio ao acaso. O problema surge quando você o faz com o objetivo de ter sucesso no estudo. O quadro horário é uma ferramenta. Não se justifica por si só. Uma afirmativa óbvia. Ok?

Sim, claro. Mas o problema surge quando você mistura o meio com o fim. Isto é, há todo um conjunto de pressupostos que você deve levar em conta para decidir se vai colocar a matéria “a” na segunda ou terça. Se usa uma ou cinco horas para estudá-la.

Em última análise, um quadro horário é um compromisso com você mesmo. E nele precisam ser equilibrados:

  • O que você precisa,
  • o que voce deseja,
  • e o que você pode fazer.

O que você precisa:

Aqui a razão domina. Apenas citando algumas coisas mais comuns:

  • Passar de ano.
  • Passar no concurso.
  • Melhorar de vida.
  • Dominar uma conteúdo necessário à sua profissão.

Você avalia a sua situação atual e decide. Estabelece um objetivo e lista os passos necessários para atingi-los.

Há, é claro, algumas dificuldades nesta etapa. Talvez você necessite de alguma pesquisa para saber quais são os passos, onde obter os recursos, quais os livros necessários, quanto tempo alocar para cada atividade, etc. Pensar racionalmente envolve algumas etapas importantes, e neste blog tenho apresentado várias.

Se você consultar a grande maioria do material publicado, é neste tópico que os textos se desenvolvem. Informam e dão conselhos sobre como alocar as matérias ao longo do tempo. E isto não é difícil, pelo menos racionalmente falando. Só que agora entra em cena uma outra coisa.

O que voce deseja:

Blaise Pascal afirma "O coração tem suas razões, que a própria razão desconhece" (Pensées, 1669). E de alguma forma é por aí a dificuldade de lidar com o quadro horário; já que aparentemente ele é apenas uma ferramenta lógica de administração do tempo.

O problema e que “Um só desejo basta para povoar um mundo.” (Alphonse de Lamartine, 1790-1869). O que desejamos é, por definição, impossível de ser satisfeito. Basta que tendo desejado algo e o obtido,  para que logo após passarmos a desejar mais.

O desejo é algo ligado ao sentimento, e portanto não racional. Não podemos, em geral, justificar plenamente o que desejamos. Às vêzes o que fazemos é moderar nossos desejos. Mas quando isto se dá, o fazemos não porque acabamos com o desejo, mas porque o ocultamos.

Isto significa que quando pensamos dele ter se livrado, o   “sentimento ilhado, morto, amordaçado. Volta a       incomodar” como disse o Fagner em sua música “Revelação”. E é assim que acontece com o desejo. O fato de não termos plena consciência não significa que ele inexista. Continua presente e modulando nossas ações.

Precisamos estudar, mas queremos descansar. Precisamos aprender, mas desejamos festejar. Sabemos que para passar no concurso precisamos investir no estudo e na qualificação. Mas o nosso sentimento se opõe ao sacrifício prévio.

Ou por outra, decidimos buscar uma determinada posição porque racionalmente entendemos que é a mais adequada. No entanto não é ela que nos agrada. Há outras profissões e/ou atividades que nas quais seríamos mais felizes, embora não tão bem pagas.

Por exemplo, na Officina da Mente temos uma aluna de Relações Internacionais que à beira da graduação, estagiária remunerada e quase contratada por uma empresa, se demite para estagiar gratuitamente na ONU.

São decisões difíceis. Todas elas desenbocando na contrução do quadro horário. Assim, este quadro horário vai estabelecer meu compromisso com o que preciso fazer ou com o que desejo?

E o que você pode fazer:

Aqui entra um terceiro fator muito importante: A Realidade.  Dentro de certos limites, precisar e querer são abstrações. Existem apenas no plano das idéias.

É claro que ambos tem fortes raízes objetivas no real. É claro que se você percebe que falta dinheiro, é porque provavelmente “sobra mês no final do salário”. É claro que se você deseja uma vida melhor, é porque você percebe que sua vida atual, mesmo que satisfatória em vários aspectos, pode melhorar em outros.

Neste sentido sim, precisar e querer são coisas muito reais. Mas aqui me refiro ao plano operacional. Perceber necessidades e desejos podem ficar restritos ao pensamento e sentimento sem que passem para a ação. É só quando você age em função destas percepções, que a realidade se impõe.

Você pode querer um determinado cargo e precisar dele. Mas a realidade te diz que só quando passar no concurso, é que o desejo e a necessidade serão satisifeitos. E para isto, uma série de ações prévias serão necessárias.

E é aí que “a porca torce o rabo”. Para passar no concurso você precisa se qualificar. E  para isto, no mínimo, você precisa:

  • Tempo para estudar.
  • Tempo para frequentar aulas.
  • Competência para aprender.
  • Dinheiro para cursos, livros e apostilas.
  • Sustentar-se até a vitória final.

Note que os cinco itens acima são concorrentes entre si. Se você trabalha para sustentar-se, reduz-se o tempo para estudo o que diminui suas chances de aprovação. Se você se demite para aumentar o tempo de estudo e portanto aumentar a sua chance de sucesso; quem vai sustentá-lo?

Claro que este é só um exemplo dos múltiplos conflitos possíveis entre tempo, competência e dinheiro.  O que importa aqui é mostrar que, no plano das ações a realidade se impõe. E isto torna ainda mais difícil a decisão.

Concluindo:

O objetivo deste post não é ainda mostrar como construir um quadro horário, mas explicar porque ele é, às vêzes, muito difícil de fazer.

Mostramos que se do ponto de vista lógico o processo é muito simples, “o buraco é mais embaixo” quando se trata de real e concretamente implementá-lo. Isto é; não se trata de meramente alocar matérias em horários. Trata-se de tomar decisões pessoais que implicam em preços a serem pagos. Como na fábula da galinha e o milho, todos querem comer os bolos e o fubá, mas são poucos os que se dispõem a plantar, colher e processá-lo.

Mas na prática o que isto tudo significa? Apenas concluir que é difícil e conformar-se com isto?

Não! Não é isto o que proponho. O primeiro ponto é tomar consciência da dificuldade. Com isto você deixa de ser dominado por por ela. Passa a perceber que as dificuldades não estão apenas na técnica de construção do quadro horário. O verdadeiro campo de batalha é a sua mente.

Por isto chegamos ao segundo ponto. Livre-se das ilusões de que fazer o quadro resolve seus problemas. De que que uma nova e revolucionária forma de construir resolverá tudo. Técnicas de construção ajudam? Com certeza sim. Mas apenas se usadas corretamente pelo construtor; e ainda assim apenas se adequamente consciente dos pressupostos.

O que é melhor? Uma picape 4×4 ou um “carrão” de luxo ? Como veículos, ambos são de alto nível. Mas para compará-los é necessário saber quem vai usá-lo, para quê e onde. Na fazenda, para transporte de ferramentas e insumos agrícolas a picape é a mais indicada. E isto é muito claro. Ok? Já o “carrão” tem finalidades e exigências bem diferentes. O quadro horário é como um destes veículos. Existem de varios tipos, usados por diferentes pessoas, com variadas características e demandas.

Por isto, chegamos ao terceiro ponto. Livre-se da ilusão de que meramente copiar o quadro feito por terceiros irá resolver. Não há um quadro geral. Eles precisam ser personalizados. O que pode ser ensinado é o método geral de construção. Você pode ainda observar vários quadros contruidos, mas apenas para tentar entender como outras pessoas resolveram seus próprios problemas. Não adianta tentar imitar e achar que acabou.

Linhas atrás eu disse que a verdadeira batalha é a sua mente. E este é o quarto e último ponto: a Autoconsciência. Você precisa saber com a maior objetividade possivel quem é você. Claro que neste caso o “quem é você” tem como foco a construção do quadro horário. Isto é; por um lado você precisa saber as técnicas de construção do quadro. Mas por outro lado e principalmente, você deve ser capaz de equilibrar o que você precisa, deseja e pode.

E como fazer isto eu explicarei para você na próxima semana, em mais um post deste blog. Até lá!

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Aprenda mais rápido com a Técnica de Feynman

O vídeo abaixo mostra uma técnica de estudo que me parece bastante eficiente. Você verá ainda como a Metacognição tem um papel muito importante no processo.

A Metacognição, como já apresentada em outros posts é um discurso sobre a sua cognição. Desenvolvendo-a você pode gerenciar melhor sua aprendizagem.

Como todo o vídeo está em inglês, abaixo apresento um relato do que é dito. Note que não é uma tradução, mas uma explicação do seu conteúdo. E ao final faço algumas considerações pessoais sobre o conteúdo.

Richard Feynman

Richard P. Feynman (1918-1988), foi um cientista, professor, contador de histórias e músico. Em 1965 recebeu o Prêmio Nobel de Física.

Conta-se que costumava ir ao Departamento de Matemática e desafiar qualquer um que lá estivesse à explicar-lhe um assunto qualquer de sua especialidade. Ele afirmava que fosse qual fosse o assunto e por mais difícil que parecesse, ele entenderia desde que fosse explicado com palavras simples.

Você pode pensar que isto acontecia porque Feynman era um gênio. Isto é verdade, mas Scott Young, o autor deste vídeo afirma que qualquer um pode aprender qualquer coisa usando esta técnica. Bem vamos a ela, e veja se é útil para você.

 

A Técnica de Feyman

Para que serve?
  • Para ajudar a entender idéias nas quais você tem dificuldade em compreender.
  • Para aumentar a memorização de de idéias que você até compreende, mas tem dificuldade de memorizá-las para a prova.
  • Para rever o asunto antes da prova.
Passo 1 – Escolha o conceito
  1. Pegue uma folha de papel em branco: Ela será a “lousa” onde você vai trabalhar.  Ao final da técnica ele provavelmente estará completamente cheia de suas explicações e diagramas.
  2. Escolha o conceito com que você vai trabalhar.
    Escreva este conceito no alto da folha como um título.
  3. Pronto! Terminou o passo 1: Parece simples, mas note que ao escolher e escrever, você focou precisamente naquilo que te interessava. Este foco é importante, na medida em que simultâneamente te dirige para o que você quer e te afasta ddaquilo que não te interessa (no momento). Mais que isto, te faz agir: Você precisa pensar, escolher, decidir e escrever. É grande o efeito disto na sua memória.
Passo 2 – Imagine-se como Professor
  • Agora use a folha como uma lousa e explique para você mesmo o assunto.
  • Mas faça isto como se estivesse explicando o assunto para alguém que não sabe nada.
  • Note que a medida que vai explicando, você vai escrevendo e desenhando sobre a folha de papel.
  • É muito importante que você explique tanto as idéias já compreendidas como também aquelas ainda confusas para você.
    • Note que ao fazer isto você está não apenas clarificando as idéias, mas identificando precisamente aquilo que sabe e o que ainda precisa aprender.
  • Se perceber que alguma coisa está confusa, tente simplificar a linguagem ao máximo. Use exemplos comuns, palavras de uso cotidiano.
  • Uma alternativa sempre bem vinda é construir analogias. A ciência sempre usou isto. Por exemplo ao expicar a lei dos gases ela usa a mesa de sinuca. Aumentar a pressão é como botar muitas bolas na mesa. E com muitas bolas os choques são em maior quantidade, assim como as moléculas. É por isto que ao aumentar a pressão aumenta também a temperatura. Simples, não?
  • Sempre que parar em algum ponto mais difícil, vá ao livro, professor ou colega. Reaprenda este conceito até que possa explicá-lo com clareza.
  • Retorne ao seu papel e termine a explicação.
Como usar a técnica

Para compreender idéias

  • No caso da Matemática, um pouco na Física e em outras matérias técnicas o importante é compreender o passo a passo dos procedimentos.
  • Nas matérias de humanidades, importa compreender as relações e compilar grandes conjuntos de fatos em um único cenário.
    • Por isto passe por todas as etapas da explicação lentamente, para perceber exata e precisamente aquilo que não entendeu de modo a buscar no livro ou professor um auxílio dirigido específicamente àquilo que é necessário.

Para aumentar a memorização para as provas

  • Aqui você também passa por todas as etapas da explicação.
  • Mas a ênfase é nas melhores analogias e palavras simples que exprimem os conceitos. Óbvio que na prova você dará preferência aos termos técnicos. As palavras simples e analogias, são uma ferramenta para a sua compreensão, não para a redação das usa respostas na prova. Só as utilize com muito critério e em casos excepcionais.

Para a revisão antes das provas

  • De nôvo também passar por todas as etapas da explicação.
  • O detalhe é que esta passagem é feita SEM recorrer aos livros e professor.
  • É uma boa técnica para sua auto-avaliação.

Minha avaliação

É uma boa técnica de estudo? Acho que sim. Deve ser usada? Com certeza. Mas como tudo na vida tem limites e benefícios.

Seus limites

Não serve para tudo. Sua competência está no estudo/compreensão de idéias. Não lida com resolução de problemas (frequente em Matemática, Física ou Direito). Não serve para interpretar fatos e/ou teorias, uma habilidade que vem sendo cada vez mais solicitada.

É uma técnica que pressupõe um conteúdo relativamente estático a ser aprendido, e que será cobrado na prova de uma maneira mais ou menos similar à que foi apresentada.

É claro que te ajuda a compreender idéias, e isto é bom. Mas nos casos em que a demanda é pelo pensamento crítico e avaliação de conceitos, a compreensão é apenas uma das etapas iniciais.

Este é um limite que o aluno deve ter em mente quando decidir-se por ela. A técnica tem indicações precisas, que quando respeitadas  podem trazer bons resultados. Ou ao contrário, levar ao insucesso quando mal aplicada. E por isto o sucesso depende do discernimento do aluno ao escolhê-la.

Seus benefícios

Se usada apenas da forma explicada pelo vídeo, é interessante nos casos do ensino mais tradicional e em alguns concursos. Nestes casos o conteúdo é bem definido, e a cobrança privilegia sua reprodução.

Há ainda outra área que é benéfica; como procedimento de aplicação dos conceitos metacognitivos. Você pode usá-la atento ao seu processo de pensamento. Com isto simultâneamente o seu aprendizado se faz melhor e o nivel de conhecimento metacognitivo aumenta. E este aumento facilita o gerenciamento da sua aprendizagem, criando assim um circulo “beneficioso”, uma etapa ajudando a seguinte e esta a anterior.

Mas como usar para desenvolver a metacognição? Eu explico.

A metacognição é a consciênca dos seus processos cognitivos e o uso deste conhecimento para gerenciar sua aprendizagem. Assim note o que acontece na técnica.

No passo 1 você escolhe, seleciona e decide por um conceito. Neste caso preste atenção em como você faz isto. Em cada uma destas ações você estará aprendendo mais sobre você e atribuindo mais significado ao que aprende. Saber para que usará o conceito, te dará mais motivação para o estudo e aumentará sua memorização.

No passo 2 você explica. E para isto você precisa resgatar conhecimentos anteriores e, relacioná-los aos atuais. Precisa também traduzir estas idéias em palavras. Ao simplificar e ao inventar analogias vai à essência do conteúdo. Todas estas são operações mentais no domínio da metacognição. Dominá-las, de nôvo, aumenta sua motivação, compreensão e memorização. Mas também e novamente, aumenta sua competência em lidar com outros assuntos. Além do mais, ao exercitar tudo isto, você também está exercitando habilidades que serão úteis na prova.

Por isto sugiro que ao usá-la não se prenda apenas à técnica, mas amplie o seu significado. Como a ponta de um iceberg, o visível é apenas parte do todo. E lá como aqui a sua menor parte. Fui claro?

 

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Mauricio Abreu Pinto Peixoto | Criar seu atalho

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Nós “estuda” muito ou Nós estudamos bem?

Método Aprenda a Aprender

studying hardphoto © 2006 Dean Thompson | more info (via: Wylio)

Economize tempo e aumente
seu rendimento no estudo.

  • Seja o autor do seu aprendizado usando técnicas metacognitivas (gerência do conhecimento).
  • Melhore a organização das ideias, a compreensão e, consequentemente, a sua memorização.
  • Ganhe dinamismo, agilidade e eficácia no seu processo de estudo com as técnicas de Leitura Inspecional e SQ3R.

 

Prof. Dr. Mauricio A. P. Peixoto – Professor de Métodos da UFRJ e Pesquisador em Aprendizagem – CRM – 52-35696-0
Psicóloga Maria Teresa Guimarães – Psicoterapeuta e Facilitadora dos Processos Cognitivos – CRP 05/4738


Dia 9 de julho de 2011 das 8:30 às 18:30
Inscrições até 01/07/2011
Valor: 3 x R$ 70,00 ou R$ 180,00 (à vista)
- Almoço incluído -

Local: Rua General Espírito Santo Cardoso, 197
Tijuca – RJ

http://www.oficinadamente.com
2278-2835 e 8869-9542


Para fazer sua inscrição on line clique aqui

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Era só para saber


Nasrudin postou-se na praça do mercado e dirigiu-se à multidão:

“Ó povo deste lugar! Querem conhecimento sem dificuldade, verdade sem falsidade, realização sem esforço, progresso sem sacrifício?”

Logo juntou-se um grande número de pessoas com todo mundo gritando:

“Queremos, queremos!”

“Era só para saber”, disse o Mullá. “Podem confiar em mim, contarei a vocês tudo a respeito caso algum dia descubra algo assim”.

Aprenda a Aprender

Sempre fomos levados a acreditar que seriedade está, de alguma forma associada à sabedoria. Imaginamos que o aprendizado só pode ocorrer em meio a caras sérias e olhares profundos.

Através do humor, este mestre sufi nos leva a perceber o caráter paradoxal da vida e nos desvela nossa forma de pensar condicionado.

(Cukierman, H e Cromberg, M.U. Trad.)


Você tem algo a dizer ? Quer ampliar o debate ? Comentários são bem vindos.

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Mapas Mentais – Curso Expresso Teórico-Prático

Libere sua infinita criatividade:

“ (A sua mente) … é a chave para o sucesso profissional, quanto mais eficientemente você usá-la, mais sucesso você terá…Se você a estimular com os recursos de pensamento e do aprendizado corretos, ela o recompensará com soluções brilhantes para qualquer tipo de problema que você possa enfrentar. Em resumo, você será capaz de liberar sua infinita e fascinante criatividade.”

Tony Buzan (2004)

Esta é uma oportunidade para seu

crescimento pessoal e profissional

Cartaz da palestra Mapas Mentais Curso Expresso Teórico Prático

 

Faça aqui sua inscrição on-line

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