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Copiar ou prestar atenção? Valorizando a Distração.

Nos posts anteriores mostrei como copiar é difícil e que a solução é anotar. Para anotar com eficiência descrevi os seus pressupostos. E hoje vou tratar de um tema no mínimo estranho: Pretendo mostrar a você que para estar atento em aula você precisa estar desatento.

Valorizar a Distração

É o polo de onde sai a atenção:

Faça uma experiência. Pegue um relógio com ponteiro de segundos e fixe sua atenção no seu movimento. Esforce-se para ficar atento apenas ao ponteiro e a nada mais. Por quanto tempo você consegue manter-se atento apenas à ele? Possivelmente só alguns minutos; ou talvez segundos.

É isto aí. Não podemos manter uma atenção concentrada em um único objeto durante longo tempo. Porque?

De novo a Gestalt e a alternância figura-fundo. Estamos o tempo todo “pulando” entre ver e observar, entre ouvir e escutar. Neste sentido então atenção e distração são dois polos de um único contínuo.

Não podemos fugir disto. O que podemos é gerenciar este processo, usando a nossa atenção da maneira certa e com os objetivos adequados. E é este o objetivo deste texto; ajudá-lo nesta tarefa.

A distração é útil:

Em primeiro lugar, não podemos fugir porque a distração é o repouso da atenção. Como vimos você não pode manter sua atenção concentrada em um único objeto durante muito tempo. Distrair-se dele é uma forma de repouso, de modo a permitir que logo após este período você possa retomar ao objeto original da atenção.

Além disto, a distração aumenta a compreensão. Há pelo menos duas razões para esta afirmativa no mínimo contra intuitiva. Uma porque quando atento você está continuamente clip_image002[4]recebendo novas informações. E assim recebendo o novo o tempo todo, fica difícil processar o que recebe. Por isto é que é só quando você fica “desatento” que aquelas informações recebidas podem ser processadas. Então, ao assistir uma aula, por exemplo, você precisa estar o tempo todo ora recebendo a informação, ora processando-a. Assim é que o processo de alternância é útil porque permite a recepção da informação durante o período de atenção e o seu processamento durante a distração.

Por outro lado, quando você assiste a uma aula ou lê um livro, em geral, está recebendo informação ordenada. Isto é, os conceitos são apresentados em uma determinada ordem, e esta ordenação implica em uma conexão entre um dado tema e o outro que lhe sucede.

Por isto entender a informação seguinte, demanda a compreensão da informação anterior. A distração cria um período de tempo onde a informação recém-adquirida pode ser processada e compreendida. Permite que a nova informação seja recebida com seus antecedentes trabalhados. E isto é bom.

clip_image004Mas há ainda outro benefício. Já dito, as ideias são apresentadas em aula ordenadamente porque há conexão entre elas. Compreender é perceber estas ligações; é inserir as novas ideias em contextos mais amplos

A distração assim, na medida em que permite o processarnento da informação anterior, permite também estabelecer com mais eficiência a ligação entre estas ideias.

E assim é que captando quando atento; e repousando, processando e ligando durante a desatenção sua compreensão aumenta muito, tornando sua presença em aula muito mais adequada e eficaz para o seu aprendizado.

A distração precisa de objetos:

Já falamos várias coisas sobre a distração, mas não dissemos o que ela é na realidade. Para tal pense um pouco. O que acontece quando em aula você se distrai?

Em síntese, o que é ficar distraído? Neste momento da distração, o que se passa pela sua cabeça? Talvez à uma lembrança sua, ou um pensamento vago?

Para onde você está olhando? Para alguém que passou pela janela, um colega que faz careta, ou um detalhe na roupa de alguém?

O que você ouve? Uma música ao longe, um barulho em algum lugar, os cochichos dos colegas logo à frente. Note que em todas estas clip_image006circunstâncias você está atento a algo. Alguma coisa atrai a sua atenção, e você fica focado nela.

Isto quer dizer que você continua prestando atenção; apenas o foco não é a aula.. É outro. Então estar desatento em aula não significa que você não esteja atento. Significa apenas que você está atento para outras coisas que não a aula.

Dito desta forma parece uma piada. Mas isto é necessariamente ruim? Sim e não. A desatenção pode prejudicá-lo apenas na medida em que ela foge do seu controle. Você sai do foco e não volta, ou fica nele tanto tempo que ao voltar já não sabe mais o que está sendo tratado no livro ou na aula.

E assim, do ponto de vista deste texto, a desatenção funciona exatamente igual à atenção.

Por isto, assim como a atenção a desatenção também precisa de um foco. De um objeto sobre o qual colocar sua (des)atenção.

E este foco varia conforme o objetivo da desatenção. Por exemplo; se o que você quer é o repouso, basta fixar-se em alguma coisa que não o professor ou o livro. Já se o necessário é a compreensão, então você deve afastar-se da aula (basta aquele "olhar parado") focando naquilo que acabou de ser dito ou lido.

Por último falemos de um tipo muito especial de objeto – o Devaneio: Você viu ou escutou alguma coisa que o lembrou de outra, que o levou a outra, e a outra e de repente você percebe que já nem sabe direito onde está nem o que está fazendo ali.

Descrito desta forma, o devaneio é danoso à sua concentração. Mas fiquemos apenas com as primeiras associações. Se você estava escutando "A" e isto te lembrou "B", é porque de alguma forma "A" e "B" estão conectados em sua mente. Se você sabe disto, sem perder o foco da sua atenção (a aula), você pode usar isto em seu beneficio.

Em primeiro lugar, "B" pode ser uma chave de memorização. Por exemplo, sempre que você quiser lembrar-se de "A" comece por "B". Assim fica mais fácil porque "B" já existe na sua mente e é fácil de lembrar. Já “A” é conteúdo novo, cuja lembrança exige esforço de estudo.

Por outro lado, esta rede de relações: A – B – C – …. – n; pode ser de grande auxílio para você contextualizar ou ampliar as lições do livro ou professor. Por exemplo, o professor pode estar apresentando um conceito; digamos “aceleração”. Em um dado momento clip_image008da aula ele apresenta a aceleração como variação de velocidade; aí você se lembra da montanha russa que você gosta. E devaneia nas suas experiências de subir e descer nas rampas. Lembra como você sentia o seu corpo mais leve ou mais pesado conforme os diferentes movimentos do carro. Você pode ficar por aí, e neste caso o devaneio apenas o afastou da aula.

Mas você pode ser mais criativo e perguntar-se porque aquela lembrança específica, naquele exato momento da aula. Ao refletir sobre isto você pode se dar conta que andar de montanha russa é um belo exemplo prático das forças de aceleração e desaceleração.

E aí está: Você acabou de transformar um devaneio prejudicial em uma ferramenta de aprendizagem. Agora você pode associar todas as sensações da montanha russa aos conceitos de aceleração. Com isto então deu mais significado ao tema da aula e criou uma chave de memorização muito particular.

Finalmente apenas um sutil detalhe, Devanear é conceber na imaginação: sonhar; mas no exemplo acima, eu me fixei não no ato em si do devaneio, mas no seu conteúdo. Atentei para a lembrança da montanha russa e suas relações com a aceleração. Assim, o objeto da atenção (ou da desatenção, como preferir) não foi o sonho clip_image010acordado, mas aquilo sobre o que você sonhava. Por isto ao tentar tornar útil o devaneio, atente não para o sonho, mas para o seu conteúdo. Este é o objeto sobre o qual a atenção pode agir.

Fui claro?

 

Espero que sim, porque por enquanto termino por aqui. O problema é que até agora, não ensinei como OBJETIVAMENTE prestar atenção. Mas não se preocupe pois este é o tema do próximo post, na semana que vem.

Até lá!

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Mauricio Abreu Pinto Peixoto | Criar seu atalho

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Copiar ou prestar atenção: Os pressupostos.

No post anterior eu prometi que tendo demonstrado que copiar era tarefa impossível e anotar algo muito mais conveniente, iria hoje mostrar os processos de anotação. E é assim que começamos agora falando dos pressupostos. Sim, porque para anotar você precisa prestar atenção no que está sendo dito. E para prestar atenção…

Pré-requisitos: Visão e Audição

Parece óbvio, não?

clip_image002Se você entra em sala vendado e de ouvidos tampados, não há como prestar atenção! Neste sentido é inútil repisar no óbvio.

Mas há circunstâncias em que isto faz diferença. A primeira delas é quando existe algum defeito de audição ou visão. Note que às vezes, quando discreto, você nem percebe ou se acostuma a ele.

E nem por isto ele deixa de te prejudicar.

Outro caso é o do seu posicionamento em sala de aula. Você ouve ou vê melhor em função da sua distância do quadro e do professor. Uma janela aberta traz ruídos externos e te convida a devanear. Um quadro liso reflete a luz, dificultando a leitura.

Sua turma é mais ou menos barulhenta. Os seus vizinhos de carteira, são mais ou menos conversadores. O jeito, a voz e a movimentação do professor fazem diferença no quanto você vê e ouve durante a aula. Ventilador, ar condicionado, luzes entre outros, todos são fatores podem ajudar ou dificultar sua audição.

Como e vê, as coisas não são assim tão óbvias. Ok?

Condições para ficar atento

Diferenciar Ver de Observar, Ouvir de Escutar e Mexer de Mover

Habitualmente tratamos Ver-Observar, Ouvir-Escutar , Mexer-Mover como sinônimos. E há casos em que isto é adequado. Mas não aqui. Há significados que o diferenciam muito entre, e é isto o que nos importa aqui.

A grande diferença é a consciência. Ver é perceber pela visão; enxergar. Estamos falando do mero uso de um sentido físico: a visão. Já observar, embora implique no "ver", é:

  • fixar os olhos em;
  • considerar (-se) com atenção;
  • estudar(-se);
  • constatar,
  • perceber.

Note que aqui usamos o termo observar para um ver com atenção e intenção. Isto é; um ver consciente do que e para que se está vendo.

O mesmo ocorre com os pares Ouvir- Escutar, Mexer-Mover.

Escutar é atentar para o que ouvimos. Sabemos que estarnos ouvindo algo e dirigimos a nossa atenção para isto. Quando escutamos, mais que ouvir, está em ação o ato consciente de fazer algo com intenção.

Mexer é revolver; agitar o conteúdo de; pôr(-se) em movimento. Não há aqui a obrigatoriedade da intenção. Mover, no entanto, e no sentido que aqui apresentamos, é começar a agir; determinar-se a fazer (algo), levar a (realizar algo); induzir, mobilizar, reagir. Assim, mover é o resultado de uma decisão – consciente e intencioclip_image002[4]nal.

E é aí que entra a … 

Decisão.

 

Perceber a contínua alternância entre Ver- Observar, Ouvir-Escutar e Mexer-Mover

Quantas vezes só nos damos conta de que estamos vendo ou ouvindo algo quando alguém nos avisa? Antes disto o som ou a imagem chegavam a nós, mas não a percebíamos.

Mas basta que algo diferente ocorra para que o que "não havia" (por não ser percebido), passe à "haver" (porque agora percebido). clip_image004

As coisas são assim. Vemos, ouvimos e mexemos muito mais do que percebemos.

Você percebe todas as vezes que pisca os olhos? Como mexe suas pernas e pés ao andar? A menos que esteja atento para isto, provavelmente não.

E isto é normal. Não podemos estar conscientes de tudo o que acontece conosco e ao nosso redor o tempo todo.

Há, conosco e no nosso ambiente, coisas mais importantes que outras. O carro que vem em minha direção é mais importante que o pássaro que voa acima de mim.

Temos o que se chama de visão focal e periférica. E há na estrutura do olho, elementos responsáveis por isto. Na visão focal eu vejo tudo em detalhes, mas para isto só posso abranger um pequeno setor do meu campo visual. Na visão periférica, o campo é amplo, mas o que vejo é pouco definido e sem detalhes. Sem que percebamos alternamos estas duas visões continuamente. O carro que se aproximava desviou-se. O pássaro que voava acima começa a cantar e isto atrai a minha atenção. A visão focal antes dirigida para o carro, agora foca no pássaro. E isto acontece quase que automaticamente.

Usei a visão apenas como um exemplo mais fácil de perceber, mas o mesmo acontece com a audição e o movimento. Variamos continuamente nosso foco de escuta. Nossa movimentação se faz ora automática, ora dirigida a um objetivo específico. E nem sempre pensamos antes de alterar o foco ou a maneira de fazer algo. Há inclusive mecanismos neurais responsáveis por isto. Mas não importa aqui detalhá-los. Importante é que você perceba como presente e natural este processo de contínua alternância entre Ver- Observar, Ouvir-Escutar e Mexer-Mover.

Por isto, para que possa focar no que importa, preciso selecionar. E é aí que entra a …

Escolha …

Decidir para o que atentar

Precisamos selecionar. Dentre as coisas vistas quais as que serão observadas? Dentre as ouvidas quais as que serão escutadas? Dentre as mexidas, quais serão movidas?

A teoria da Gestalt nos mostra que não percebemos as coisas isoladamente, e sim em uma relação de Figura-Fundo. Isto quer dizer que percebemos melhor um objeto claro em fundo escuro. Vendedores de joias costumam mostrar anéis de prata e ouro (a figura) em cima de um veludo preto ou azul escuro (o fundo). Sabem que isto as ressalta mais.

Por isto, para ficar atento a algo é necessário decidir. Não apenas decidir ficar atento; e isto é muito importante: Você precisa escolher para quais objetos, assuntos, conceitos, palavras ou ideias você vai atentar. Precisa, portanto decidir e escolher o que é importante o bastante para sair do fundo e ficar como figura.

Sem isto não há atenção …

Valorizar o mundo Apreendido:

Apreender vem do latim “apprehëndö” significando, agarrar, segurar, prender. Em linguagem militar quer dizer “tomar posse”. E em um nível mais abstrato de siclip_image006gnifica assimilar mentalmente, Ou seja, é no mundo apreendido que está o conteúdo de sua atenção.

Ora, se o que percebemos é, como diz a Gestalt, um processo de alternância entre a figura e o fundo. E só percebemos a figura porque a fazemos aflorar do fundo; então fica claro que: É do conjunto de coisas que vemos, ouvimos e mexemos para as quais estamos desatentos que partimos para as que estamos atentos, observando e escutando.

Ainda mais; mostramos que esta transformação de figura em fundo e vice-versa é contínua e dependente da consciência. Figura é o que percebemos conscientemente, fundo é o que foge à percepção consciente.

E finalmente, mostramos que o que nos faz trazer algo à consciência é a importância que damos a este algo. A seleção que fazemos então, é simples atentamos para o que importa e deixamos de lado o que não tem valor.

É por isto então que precisamos valorizar o mundo apreendido. Se ele não tem valor, não o trazemos à consciência e, portanto não o agarramos, não o assimilamos mentalmente.

É por isto que para estar atento a um dado conteúdo, é muito importante valorizá-lo. Se estivermos em uma aulaclip_image008 que não nos interessa, será difícil prestar atenção. Então, se você decide que precisa aprender aquele conteúdo, trate de buscar nele alguma coisa que o torne importante.

Concluindo

Então vimos hoje que para prestar atenção é necessário:

  1. Atentar para visão e audição. Tanto os pequenos (e grandes) problemas e também para o ambiente que pode dificultar o que você vê e escuta.
  2. Diferenciar Ver de Observar, Ouvir de Escutar e Mexer de Mover.
  3. Perceber a contínua alternância entre Ver- Observar, Ouvir-Escutar e Mexer-Mover.
  4. Decidir para o que atentar.
  5. Valorizar o mundo Apreendido.

No próximo post desenvolveremos uma questão algo polêmica. Você sabia que para prestar atenção é importante ficar distraído?

Até lá!

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Mauricio Abreu Pinto Peixoto | Criar seu atalho

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Copiar ou prestar atenção ?

MP900443316[1]Um problema:

Não sei quanto a você, mas ao longo da minha vida de estudante sempre tive um grande problema: copiar OU prestar atenção. Eu assistia as aulas e a maior parte do que eu deveria aprender (e “caía” na prova) era falada pelo professor. Logo, obviamente eu deveria copiar para o caderno para poder depois estudar (frequentemente na véspera da prova).

Mas o que acontecia era que eu não conseguia acompanhar o professor em tudo o que ele falava. Tentava escrever e me perdia no caderno. Pelo menos para minha velocidade de escrever, os professores falavam rápido demais. E assim quando terminava de descrever uma ideia, o professor já estava muitos conceitos à frente na explicação e eu completamente perdido.

Mais que isto; quando conseguia copiar aula, o fazia de forma tão automática que mal percebia o que estava sendo dito. Ao chegar em casa e tentar estudar, tinha dificuldades. Isto porque eu havia copiado as ideias e às vezes as explicações; mas como não havia prestado atenção na aula, já que a estava copiando, então entender o que havia escrito era um desafio. A “salvação da lavoura” para mim era quando topava com um daqueles raríssimos professores que primeiro escreviam tudo no quadro (dando tempo para o aluno copiar) para só depois começar a explicar.

Para mim, copiar a aula era uma tarefa insana, e por isto volta e meia desistia de fazê-lo para dedicar-me apenas a prestar atenção na aula. Nestes períodos as aulas ficavam muito mais tranquilas. Entendia o que estava sendo dito e acreditava ter aprendido o assunto. Mas quando chegava a casa para estudar e ainda mais nas vésperas das provas descobria que não me lembra de quase nada da aula. E para piorar, não tinha nenhum recurso para ajudar a memória. Afinal, o caderno estava em branco (ou quase).

Durante todo o meu segundo grau vivi este conflito, de resolver um problema, apenas para cria outro. Sim, porque se copiava, eu tinha material para estudo posterior, mas como não prestava atenção, não conseguia estudar depois. Se prestava atenção, a situação se invertia; havia compreensão, mas logo depois esquecendo do que havia sido dito, ficava muito complicado estudar apenas com um caderno quase em branco. E assim durante longo tempo, vivi este conflito, tentando fazer ao mesmo tempo duas coisas para mim mutuamente excludentes.

Será que esta situação não lhe é familiar? Como disse no início do texto, não sei se especificamente você, mas em minha já algo longa vida de professor, tenho percebido isto como um problema muito comum. Portanto acho que se isto não ocorre com você provavelmente vê acontecer com amigos.

Uma descoberta:

Continuando minha história, fui inventado soluções. Ler mais os livros da disciplina, perguntar a colegas, estudar em grupo, etc. Mas uma delas acabou despontando como a mais prática. Lá para o final do segundo grau e início da faculdade, descobri um personagem importantíssimo: A Fanática Copiadora[1]! Embora alguns homens pudessem assim ser classificados, geralmente eram mulheres as ocupantes desta função. Eram colegas de turma dotadas da rara (e muito apreciada) capacidade de copiar com rapidez e eficiência.

Assim, durante algum tempo, uma fanática copiadora e uma máquina Xerox resolveram o meu problema. Durante a aula eu prestava atenção, confiando que antes das provas poderia “xerocar” o caderno da amiga. Ainda mais que na faculdade; livros, artigos científicos e eventualmente apostilas, assumiram um papel mais relevante que no segundo grau.

Mas como tudo muda, isto não funcionou durante muito tempo. Como disse, copiar com eficiência é uma qualidade muito rara. Ao longo do tempo a “minha turma” foi se reduzindo. No início da faculdade éramos 320 alunos, logo fomos subdividos em grupos de 40, com horários e disciplinas diferentes. No meu internato mais divisões e a turma reduziu-se para doze alunos. No mestrado seis e no doutorado dois alunos. E em algum ponto do caminho perdi minha fanática copiadora.

E assim progressivamente fui voltando ao início, ou quase. Isto porque ao longo do tempo fui descobrindo o “caminho das pedras”. Descobri que se por um lado era necessário registrar tudo o que era apresentado em aula, não era necessário copiar tudo o que o professor dizia.

Copiar e Anotar: Dá tudo no mesmo?

O que hoje para mim é óbvio, e talvez também para você; na época não parecia. Vejo hoje que isto continua não sendo óbvio para um bom número de estudantes. Vamos então explorar um pouco isto e logo depois explico a razão deste aprofundamento.

Peço então que você pense no que significa COPIAR. Agora pare alguns segundos e em um papel escreva as ideias que vêm à sua mente para o significado de COPIAR.

. . .

clip_image002 

. . . Pensou???

 

Bem, então vamos ao que o dicionário Houaiss[2] apresenta como significado[3]:

  • Produzir cópia de, por transcrição ou por imitação
  • Tornar a produzir, por qualquer processo de reprodução; reproduzir
  • Transcrever (trecho selecionado de texto, ou uma imagem do documento ativo) para a área de transferência, sem alterar o conteúdo do documento ativo

Os significados acima são de alguma forma, próximos aos que você pensou? Note que em síntese tudo se refere a que ao copiarmos algo a cópia é idêntica ao original. Chamo sua atenção para isto:

ORIGINAL = CÓPIA !

Agora então eu pergunto: É possível COPIAR uma aula? Isto é; produzir algo que seja IGUAL à aula que você acabou de assistir? Note que ao usar o termo igual, estou perguntando se é possível produzir algo que seja indistinguível do original. É possível produzir algo que você possa mostrar a alguém e esta pessoa possa acreditar que está REALMENTE assistindo a aula que você assistiu?

Acho que você concordará que não é possível. Mesmo que você filme a aula, o espectador saberá que está assistindo a um vídeo de uma aula que já ocorreu. Por melhores que sejam os dispositivos técnicos a serem usados, eles só permitirão uma experiência no máximo muito similar à aula verdadeira. O resultado será apenas uma referência ao original[4].

Assim, acho que neste momento você já está convencido que copiar uma aula é tarefa impossível. Mas se assim é porque usamos o verbo copiar para expressar aquilo que fazemos ao assistir uma aula? Sabemos lá no fundo o que significa copiar. Mas também e ao mesmo aceitamos fazer algo que não é copiar. Aceitamos uma coisa que é uma “meia-sola” do copiar. Ou seja “copiamos” uma aula -  na medida do possível.

Assim, sem nos darmos muita conta do que que fazemos, aceitamos dia após dia executar uma missão impossível. Pode não parecer, mas isto cria um conflito cognitivo e emocional no estudante. Daí as resistências em relação à tarefa. Quem, exceto heróis de cinema, aceitam em sua rotina executar missões impossíveis (e as realizam com sucesso)?

Uma solução possível é utilizar outro verbo: Anotar. Você ou seus amigos talvez usem copiar e anotar como sinônimos. E aí neste caso a missão deixa de ser impossível. Sabe por quê? De novo o Houaiss que nos diz que anotar obviamente é fazer uma anotação e esta significa[5]:

  • Indicação; escrita breve; apontamento, nota, chamada.
  • Série de comentários gerais sobre produção literária, artística ou científica; observação.

Então perceba que anotar não é copiar.

Copiar é passivo, exige do estudante uma atitude de mera reprodução. O que diz o professor é para ser escrito e ponto final. Nada mais. Aliás, o aluno NÃO pode colocar na cópia nada que já não tivesse sido dita pelo professor na aula. Da mesma forma, não pode dela retirar nada. Nos dois casos seria uma distorção do original.

Ao contrário, anotar envolve uma série de ações do aluno para extrair da aula alguns aspectos. Anotar é então uma ação ativa. Implica em uma participação do estudante. Exige sua crítica ao discurso do professor, para selecionar o que é importante e o que não é. Demanda ainda uma decisão do aluno no momento de organizar no papel as informações selecionadas. Ele precisa pensar e decidir tendo em vista o tipo de aula e professor, conteúdo, suas características pessoais, e objetivos futuros da anotação.

Assim; a grande mensagem deste post é que você deve parar de copiar e passar a anotar. Para isto pensar sobre você e seus objetivos para então  produzir as SUAS observações sobre a aula que está assistindo.

Como fazer isto é o que ensinarei nos próximos posts.

Até lá!


[1] Antes que seja criticado enfatizo que na época não usava e hoje também não uso este termo como pejorativo, Atualmente, não acho que esta seja a melhor solução, mas acredito que neste mundo real, para as pessoas que vivem o dilema de copiar ou prestar atenção, ser amigo de uma fanática copiadora é extremamente valioso.

[2] http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=copiar&x=11&y=17&stype=k em 06/11/2011

[3] São vários, mas cito aqui o s mais relevantes.

[4] Note que não estou aqui valorando diferenças entre original e cópia. Não importa aqui que uma ou outra pessoa prefira o vídeo da aula que a própria. Aui, isto não importa. O que procuro enfatizar é a diferença reconhecível entre o original e o que se apresenta como cópia.

[5] http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=anota%E7%E3o&stype=k em 06/11/2011

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Mauricio Abreu Pinto Peixoto | Criar seu atalho

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Quadro Horário– O sistema de Cal Newport

Na semana passada, quando tudo parecia terminado e você tinha todas as ferramentas para construir o seu quadro horário, eu digo que a coisa não era bem assim. E aí, muito justamente você fica se perguntando como que é possível ter alguma coisa depois do fim.

Eu explico. É que até pouco tempo atrás esta série terminaria por ali mesmo. Teria apresentado os tipos, os objetivos e as formas de construir. E como novidade teria trabalhado a forma de pensar como eixo condutor do conteúdo. Só isto já seria um avanço, vez que este tema raramente é citado.

Mas algo me incomodava, embora eu pouco percebesse. Durante toda vida eu estudei. Durante toda vida tive mais coisas para fazer que tempo para realiza-las. E já de bom tempo venho estudando e praticando conteúdos e ferramentas de aprendizagem. Quadros horário, portanto, são meus conhecidos de longa data. Então por que deixei de usá-los?

A minha resposta era a de que sendo muito trabalhosos e eu sabendo o que fazer, podia tê-los na minha mente. Teria assim um “quadro horário” altamente dinâmico e interativo. Racionalmente convencido, prossegui embora repetindo a canção do Fagner, o tal do sentimento ilhado volta e meia voltasse a incomodar.

E como era este incômodo? Primeiro a sensação vaga de que algo estava errado. Depois descobrir que as datas de tarefas passavam sem que me desse conta. Também trabalhar o dia inteiro e ficar com a sensação de que nada fiz de importante. Ainda mais; uma sensação angustiante de que por mais que fizesse sempre tinha mais o que fazer; e que nunca ia “dar tempo”.

Pois bem, isto se manteve até pouco tempo atrás, quando importei um livro sobre técnicas de aprendizagem[1]. Seu autor[2], um jovem professor de Ciência da Computação na Universidade de Georgetown, produziu o livro à partir de uma pesquisa norteada por uma questão fundamental:

O que estudantes de alto nível de faculdades de elite norte americanas fazem para obter os graus acadêmicos que os distinguem?

As respostas nominaram o sub-título do livro:

As estratégias não convencionais que estudantes universitários reais usam para obter graus mais elevados estudando menos.

Em resumo a resposta básica é que tais estudantes não estudam mais que os outros, mas o fazem melhor. A diferença está no método. E no que se refere à questão da administração do tempo, da mesma forma. E é isto o que passo a descrever agora.

Administração do tempo em cinco minutos diários.

Não me entendam mal. O livro foi um achado e utilizo com sucesso suas orientações. Mas para segui-las uso sim tudo o que já sabia, e foi descrito nos tópicos anteriores. Isto quer dizer que inicialmente eu construí normalmente o meu quadro horário e eventualmente paro e refaço. Agora é na sua manutenção que uso os recursos do Newport, e mesmo nela os conceitos de precisar, querer e poder estão sempre presentes.

Um primeiro aspecto a ressaltar é a importância da administração do tempo. Como disse uma aluna de Harvard: “Administrar o tempo é crítico – é uma competência que você precisa necessariamente desenvolver ao longo dos seus estudos na universidade.”. No entanto o significado disto é muitas vezes mal-entendido. Costuma-se entender administração do tempo como um processo de comprimir o máximo de tarefas em um mínimo de tempo. Mas isto não é verdade[3].

Um primeiro grande benefício da administração de tempo é o combate à ansiedade. Quantas vezes você já não ficou angustiado ao perceber o quanto tinha que estudar? Quantas vezes o sentimento de “nadar muito e morrer na praia?” Quantas vezes a sensação de estar soterrado em livros, apostilas e matéria?. Poucos são os estudantes dedicados que de alguma forma e em alguma intensidade já não passaram por isto.

É bem verdade que uma parte disto é justificada, já que com alguma frequência estudantes veem-se assoberbados em decorrência de tarefas d última hora, imprevistos, cursos excessivos e etc. Não se trata aqui de negar esta realidade. Mas acho que isto é apenas uma parte da verdade.

Outra causa desta angústia é uma espécie de armadilha mental em que nos colocamos. Sabemos tudo o que precisamos fazer e estudar, sabemos dos nossos compromissos diários. O problema aqui é que tudo isto o que sabemos fica flutuando em nossa mente criando uma grande carga de stress. E isto ocorre porque a vivência que temos é a de que tudo aquilo (e o nosso cérebro assim vivencia), é instantâneo. Mesmo que saibamos que uma prova só ocorrerá daqui a 30 dias; pensar nela agora e tudo o que é necessário para se preparar nos angustia como se tudo estivesse ocorrendo agora – fazer a prova e estudar para ela. E como isto é impossível, fica um grande desconforto. Ficar pensando nisto e em outras coisas o tempo todo é muito cansativo. E não adianta tentar dizer para si mesmo que há tempo ou que não devemos pensar no assunto porque neste mesmo instante o pensamento se torna ainda mais forte.

A maneira de desarmar esta armadilha é o quadro horário. Quando você sabe que no dia tal ou qual a tarefa será realizada, ela para de flutuar na sua mente. Foi colocada onde deve ficar: Em uma data específica do futuro. Mas note que aqui já há uma diferença em relação aos quadros anteriores. Se lá mostrávamos que a matéria X iria ser estudada no horário Y, aqui dizemos que parte da matéria será estudada ou tarefa realizada naquele horário. Somos específicos. Esta é a maneira de tira-la da mente: Colocando-a no quadro horário.

Agora o quadro horário se torna o campo de negociação específico entre o precisar, querer e poder. Mas se você acha que isto ficará ainda mais complicado, já que sendo genérico o quadro horário é mais estável e desta forma exigirá uma manutenção constante, veja as características que Newport atribui ao seu sistema:

  1. Para sua manutenção só exige de 5 a 10 minutos diários.
  2. Não o obriga à seguir, minuto a minuto, uma agenda fixa.
  3. Ajuda-o a lembrar, planejar e completar as tarefa importantes antes do último minuto.
  4. Pode ser reiniciada facilmente após períodos de negligência.

Para usar o sistema você só precisa de duas coisas:

  • Um calendário: Pode ser de qualquer tipo, dos mais sofisticados, elegantes ou informatizados até os mais simples e rudimentares. Use aquele que você gostar mais. Só precisa que seja algo que você possa consultar todo dia pela manhã e tenha espaço para anotar pelo menos uma dúzia de itens por dia[4]. clip_image002

  • Uma lista: Escrita em qualquer pedaço de papel que você possa atualizar durante o dia. Aqui também use o que lhe agradar mais. De um belo caderninho de anotações até uma simples folha de papel arrancada do caderno de rascunhos. Se o calendário pode ficar em casa, esta lista você tem que levar consigo. Por isto é bom que seja o mais simples possível[5]. clip_image004

A ideia básica:

Note que você já montou o seu quadro horário a partir das recomendações anteriores. Com isto você tem, de forma aproximada, todos os horários de estudo e as matérias para cada horário. Agora, com este quadro em mãos (que você só faz UMA vez e muito raramente muda), utilize-o como base para o sistema do Newport.

Agora pegue o calendário e nele coloque tudo o que você tem que fazer, nos dias e horários que você pode (use o quadro horário para orientar-se). Quanto tempo à frente? Preencha o calendário com TODAS as tarefas, mesmo que elas ocorram apenas dali a um ano. Com tanto tempo de avanço é bastante provável que algo se modifique. Mas não se preocupe. A mobilidade vem na etapa seguinte com a lista. Se desejar preencha o calendário à lápis. Esta é a sua agenda básica.

E a lista? É simples. A cada dia pela manhã copie as tarefas para a lista e siga-as durante o dia. Agora entra o diferencial. No calendário você fez uma previsão. Só que ao longo do dia imprevistos acontecem, surgem novas tarefas, os tempos imaginados para execução das tarefas mostram-se inadequados, etc. Durante o dia, portanto você vai marcando o que pôde fazer, o que não pôde e o que surgiu de novo. No dia seguinte pela manhã (ou se preferir no mesmo dia à noite) você volta ao calendário, realoca as tarefas não realizadas, atualiza tarefas cujas datas foram alteradas, e insere novas tarefas que surgiram. Feito isto descarta a lista antiga e em uma nova folha de papel faz nova lista. E desta forma você vai gerenciado o seu dia e suas tarefas.

Detalhando o sistema:

Bem comecemos com a lista. O papel é dividido em duas colunas:

image

Na primeira coluna você coloca o que copiou do calendário. Na segunda vai tudo o que você lembrou ou foi avisado durante o dia.

A função desta segunda coluna é liberar sua memória, reduzir sua ansiedade e faze-lo ganhar tempo. Por exemplo, pode ser que ao final de uma aula, você arrumando suas coisas para sair, o professor avise da data de um simulado. Rapidamente escreve ali. Pense como seria se você tivesse de abrir sua agenda, procurar o dia correto, e então fazer a anotação. Bem, uma vez ou outra isto até seria possível. Só que ao longo dos dias muitas vezes isto, ou algo parecido tende a ocorrer. E se da primeira vez você faz, das outras acaba dizendo p/ si mesmo: “- Depois eu anoto…” e aí ou acaba esquecendo ou fica com aquilo martelando na cabeça.

Voltemos agora para os cinco minutos matinais onde você atualiza o seu calendário. Comece tendo em mãos a lista do dia anterior que, hipoteticamente. tem a seguinte aparência[6]:

image

Comece com o futuro; tem o simulado e a apostila. Neste caso você aloca horários nos dias seguintes para comprar e ler a apostila e também para se preparar para o simulado. Note que estas alocações de horário exigem alguma reflexão. De novo o precisar, o querer e o poder, já citados. Agora pela manhã você tem algum tempo para isto. Se você tivesse tido de anotar tudo na corrida do dia provavelmente teria feito uma anotação apressada sem pensar nas consequências e só descobriria eventuais problemas quando eles acontecessem. Agora não, pode, com mais calma balancear os prós e os contras de cada marcação.

Agora o dia de ontem. Como você vê, até que foi bom. Quase tudo que foi programado aconteceu. Quase tudo. Porém, sem a leitura prévia do texto de Direito Civil a aula vai ficar difícil. Você precisa alocar um horário ANTES da aula para a leitura. Tem que pagar o curso também; outro horário para alocar no dia. Então a sua lista de hoje fica assim:

image 

Conselhos finais

E assim para encerrar este tópico alguns conselhos do autor do sistema:

  1. O objetivo do sistema é reduzir sua ansiedade e organizar o seu dia. Use-o com critério e bom senso. Ao alocar tarefas e ações no seu calendário seja realista. Leve em conta que as coisas acabam demorando mais do que imaginamos.
  2. Não tente atulhar cada mínimo horário livre com alguma coisa. Pense que normalmente os “horários livres” que aparecem no quadro horário frequentemente se tornam “horários ocupados” na realidade. Reserve horários para transporte, higiene pessoal, alimentação, sono e um mínimo que seja para “não fazer nada”.
  3. Horários não são gravados em pedra. Use o seu calendário como orientação. Gerencie seus tempos conforme a realidade for se impondo a você.
  4. Durante o dia use sua lista. Siga-a passo a passo, marcando aquilo que já foi feito. Isto o libera de pensar a todo o momento no que fazer. Você já fez isto pela manhã.
  5. Anote as novas tarefas na lista. Não pare muito para pensar nas suas consequências. Anote e esqueça. O seu dia está muito ocupado com o presente para ficar perdendo tempo com o futuro. Você terá tempo para isto mais tarde.

Manter este sistema, qualquer sistema, demanda energia e persistência. Então é muito provável que você o interrompa em algum momento. Na verdade o mais provável é que você alterne períodos de estrita observância dos procedimentos com outros mais “frouxos”.

Nas duas circunstâncias não há problema em reiniciá-lo. Você já terá o quadro horário e o calendário prontos. Só precisa atualizá-los no que for necessário. Isto talvez leve algo em torno de 20 a 30 minutos. Neste caso não se preocupe em ter informações completas. Atualize o que for possível e prossiga. O resto vai ser feito na medida em que novos dados forem sendo recebidos. E claro, construa a sua lista, mas isto é o mais fácil, já que você só precisa de um papel em branco. Ok?


[1] Newport, Cal: How to become a Straight A Student, Broadway Books, New York, 2007.

[2] http://cs.georgetown.edu/~cnewport/index.htm

[3] Há algumas exceções, como por exemplo, candidatos à concurso ou talvez alunos de medicina. Nestes casos em geral o tempo é pouco e a quantidade de matéria é muita. Mas mesmo aqui recomendo atenção para não ultrapassar os próprios limites. Às vezes andar mais devagar te faz chegar mais longe e mais rápido. De nada adianta estudar muitas horas seguidas e aprender pouco em decorrência da estafa.

[4] URL da imagem https://calearning.ca.com/static_ca_web/help_learning/pt_BR/user/daily.jpg

[5] URL da imagem http://viniciusscosta.blogspot.com/2011/01/como-gerenciar-melhor-suas-tarefas

[6] Este quadro hipotético toma por base um aluno de graduação em Direito, mas com as devidas adaptações pode ser aplicada a outras situações.

 

 

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Mauricio Abreu Pinto Peixoto | Criar seu atalho

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O Quadro Horário de Estudos – Os pressupostos.

Dificuldade_Pés adolescentes equilibrando-se em caminho difícilComeço definindo que "Quadro Horário de Estudos” é óbviamente um quadro onde o estudo é distribuido segundo um dado horário. É simples, fácil, sem qualquer problema de entendimento. Ora, se assim é, por que tanta importância se dá à pergunta: –Como fazer um quadro horário de estudos?

Duvida? Apenas um número. Antes de escrever este post fiz uma consulta na internet. Obtive:

Página 80 de aproximadamente 2.530.000 resultados (0,38 segundos)

Este post irá explicar porque isto tem sido difícil para muitas pessoas. E ainda mais, mostrará à você como sair desta dificuldade. A seguir, em outras postagens, mostrarei formas de contruir um quadro horário que seja adequado e personalizado.

O Problema

Em minha opinião há várias razões para a dificuldade de fazer quadros horários, e principalmente de fazê-los funcionar. Dentre elas, cito três que entendo serem as mais importantes:

  1. Diversidade de tipos de quadro
  2. Administração do tempo
  3. Aspectos Psicológicos

O problema então não está no “como fazer” mas em “como pensar para fazer”. Eu explico.

Distribuir as matérias ao longo do tempo não é difícil se você o faz meio ao acaso. O problema surge quando você o faz com o objetivo de ter sucesso no estudo. O quadro horário é uma ferramenta. Não se justifica por si só. Uma afirmativa óbvia. Ok?

Sim, claro. Mas o problema surge quando você mistura o meio com o fim. Isto é, há todo um conjunto de pressupostos que você deve levar em conta para decidir se vai colocar a matéria “a” na segunda ou terça. Se usa uma ou cinco horas para estudá-la.

Em última análise, um quadro horário é um compromisso com você mesmo. E nele precisam ser equilibrados:

  • O que você precisa,
  • o que voce deseja,
  • e o que você pode fazer.

O que você precisa:

Aqui a razão domina. Apenas citando algumas coisas mais comuns:

  • Passar de ano.
  • Passar no concurso.
  • Melhorar de vida.
  • Dominar uma conteúdo necessário à sua profissão.

Você avalia a sua situação atual e decide. Estabelece um objetivo e lista os passos necessários para atingi-los.

Há, é claro, algumas dificuldades nesta etapa. Talvez você necessite de alguma pesquisa para saber quais são os passos, onde obter os recursos, quais os livros necessários, quanto tempo alocar para cada atividade, etc. Pensar racionalmente envolve algumas etapas importantes, e neste blog tenho apresentado várias.

Se você consultar a grande maioria do material publicado, é neste tópico que os textos se desenvolvem. Informam e dão conselhos sobre como alocar as matérias ao longo do tempo. E isto não é difícil, pelo menos racionalmente falando. Só que agora entra em cena uma outra coisa.

O que voce deseja:

Blaise Pascal afirma "O coração tem suas razões, que a própria razão desconhece" (Pensées, 1669). E de alguma forma é por aí a dificuldade de lidar com o quadro horário; já que aparentemente ele é apenas uma ferramenta lógica de administração do tempo.

O problema e que “Um só desejo basta para povoar um mundo.” (Alphonse de Lamartine, 1790-1869). O que desejamos é, por definição, impossível de ser satisfeito. Basta que tendo desejado algo e o obtido,  para que logo após passarmos a desejar mais.

O desejo é algo ligado ao sentimento, e portanto não racional. Não podemos, em geral, justificar plenamente o que desejamos. Às vêzes o que fazemos é moderar nossos desejos. Mas quando isto se dá, o fazemos não porque acabamos com o desejo, mas porque o ocultamos.

Isto significa que quando pensamos dele ter se livrado, o   “sentimento ilhado, morto, amordaçado. Volta a       incomodar” como disse o Fagner em sua música “Revelação”. E é assim que acontece com o desejo. O fato de não termos plena consciência não significa que ele inexista. Continua presente e modulando nossas ações.

Precisamos estudar, mas queremos descansar. Precisamos aprender, mas desejamos festejar. Sabemos que para passar no concurso precisamos investir no estudo e na qualificação. Mas o nosso sentimento se opõe ao sacrifício prévio.

Ou por outra, decidimos buscar uma determinada posição porque racionalmente entendemos que é a mais adequada. No entanto não é ela que nos agrada. Há outras profissões e/ou atividades que nas quais seríamos mais felizes, embora não tão bem pagas.

Por exemplo, na Officina da Mente temos uma aluna de Relações Internacionais que à beira da graduação, estagiária remunerada e quase contratada por uma empresa, se demite para estagiar gratuitamente na ONU.

São decisões difíceis. Todas elas desenbocando na contrução do quadro horário. Assim, este quadro horário vai estabelecer meu compromisso com o que preciso fazer ou com o que desejo?

E o que você pode fazer:

Aqui entra um terceiro fator muito importante: A Realidade.  Dentro de certos limites, precisar e querer são abstrações. Existem apenas no plano das idéias.

É claro que ambos tem fortes raízes objetivas no real. É claro que se você percebe que falta dinheiro, é porque provavelmente “sobra mês no final do salário”. É claro que se você deseja uma vida melhor, é porque você percebe que sua vida atual, mesmo que satisfatória em vários aspectos, pode melhorar em outros.

Neste sentido sim, precisar e querer são coisas muito reais. Mas aqui me refiro ao plano operacional. Perceber necessidades e desejos podem ficar restritos ao pensamento e sentimento sem que passem para a ação. É só quando você age em função destas percepções, que a realidade se impõe.

Você pode querer um determinado cargo e precisar dele. Mas a realidade te diz que só quando passar no concurso, é que o desejo e a necessidade serão satisifeitos. E para isto, uma série de ações prévias serão necessárias.

E é aí que “a porca torce o rabo”. Para passar no concurso você precisa se qualificar. E  para isto, no mínimo, você precisa:

  • Tempo para estudar.
  • Tempo para frequentar aulas.
  • Competência para aprender.
  • Dinheiro para cursos, livros e apostilas.
  • Sustentar-se até a vitória final.

Note que os cinco itens acima são concorrentes entre si. Se você trabalha para sustentar-se, reduz-se o tempo para estudo o que diminui suas chances de aprovação. Se você se demite para aumentar o tempo de estudo e portanto aumentar a sua chance de sucesso; quem vai sustentá-lo?

Claro que este é só um exemplo dos múltiplos conflitos possíveis entre tempo, competência e dinheiro.  O que importa aqui é mostrar que, no plano das ações a realidade se impõe. E isto torna ainda mais difícil a decisão.

Concluindo:

O objetivo deste post não é ainda mostrar como construir um quadro horário, mas explicar porque ele é, às vêzes, muito difícil de fazer.

Mostramos que se do ponto de vista lógico o processo é muito simples, “o buraco é mais embaixo” quando se trata de real e concretamente implementá-lo. Isto é; não se trata de meramente alocar matérias em horários. Trata-se de tomar decisões pessoais que implicam em preços a serem pagos. Como na fábula da galinha e o milho, todos querem comer os bolos e o fubá, mas são poucos os que se dispõem a plantar, colher e processá-lo.

Mas na prática o que isto tudo significa? Apenas concluir que é difícil e conformar-se com isto?

Não! Não é isto o que proponho. O primeiro ponto é tomar consciência da dificuldade. Com isto você deixa de ser dominado por por ela. Passa a perceber que as dificuldades não estão apenas na técnica de construção do quadro horário. O verdadeiro campo de batalha é a sua mente.

Por isto chegamos ao segundo ponto. Livre-se das ilusões de que fazer o quadro resolve seus problemas. De que que uma nova e revolucionária forma de construir resolverá tudo. Técnicas de construção ajudam? Com certeza sim. Mas apenas se usadas corretamente pelo construtor; e ainda assim apenas se adequamente consciente dos pressupostos.

O que é melhor? Uma picape 4×4 ou um “carrão” de luxo ? Como veículos, ambos são de alto nível. Mas para compará-los é necessário saber quem vai usá-lo, para quê e onde. Na fazenda, para transporte de ferramentas e insumos agrícolas a picape é a mais indicada. E isto é muito claro. Ok? Já o “carrão” tem finalidades e exigências bem diferentes. O quadro horário é como um destes veículos. Existem de varios tipos, usados por diferentes pessoas, com variadas características e demandas.

Por isto, chegamos ao terceiro ponto. Livre-se da ilusão de que meramente copiar o quadro feito por terceiros irá resolver. Não há um quadro geral. Eles precisam ser personalizados. O que pode ser ensinado é o método geral de construção. Você pode ainda observar vários quadros contruidos, mas apenas para tentar entender como outras pessoas resolveram seus próprios problemas. Não adianta tentar imitar e achar que acabou.

Linhas atrás eu disse que a verdadeira batalha é a sua mente. E este é o quarto e último ponto: a Autoconsciência. Você precisa saber com a maior objetividade possivel quem é você. Claro que neste caso o “quem é você” tem como foco a construção do quadro horário. Isto é; por um lado você precisa saber as técnicas de construção do quadro. Mas por outro lado e principalmente, você deve ser capaz de equilibrar o que você precisa, deseja e pode.

E como fazer isto eu explicarei para você na próxima semana, em mais um post deste blog. Até lá!

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Aprenda mais rápido com a Técnica de Feynman

O vídeo abaixo mostra uma técnica de estudo que me parece bastante eficiente. Você verá ainda como a Metacognição tem um papel muito importante no processo.

A Metacognição, como já apresentada em outros posts é um discurso sobre a sua cognição. Desenvolvendo-a você pode gerenciar melhor sua aprendizagem.

Como todo o vídeo está em inglês, abaixo apresento um relato do que é dito. Note que não é uma tradução, mas uma explicação do seu conteúdo. E ao final faço algumas considerações pessoais sobre o conteúdo.

Richard Feynman

Richard P. Feynman (1918-1988), foi um cientista, professor, contador de histórias e músico. Em 1965 recebeu o Prêmio Nobel de Física.

Conta-se que costumava ir ao Departamento de Matemática e desafiar qualquer um que lá estivesse à explicar-lhe um assunto qualquer de sua especialidade. Ele afirmava que fosse qual fosse o assunto e por mais difícil que parecesse, ele entenderia desde que fosse explicado com palavras simples.

Você pode pensar que isto acontecia porque Feynman era um gênio. Isto é verdade, mas Scott Young, o autor deste vídeo afirma que qualquer um pode aprender qualquer coisa usando esta técnica. Bem vamos a ela, e veja se é útil para você.

 

A Técnica de Feyman

Para que serve?
  • Para ajudar a entender idéias nas quais você tem dificuldade em compreender.
  • Para aumentar a memorização de de idéias que você até compreende, mas tem dificuldade de memorizá-las para a prova.
  • Para rever o asunto antes da prova.
Passo 1 – Escolha o conceito
  1. Pegue uma folha de papel em branco: Ela será a “lousa” onde você vai trabalhar.  Ao final da técnica ele provavelmente estará completamente cheia de suas explicações e diagramas.
  2. Escolha o conceito com que você vai trabalhar.
    Escreva este conceito no alto da folha como um título.
  3. Pronto! Terminou o passo 1: Parece simples, mas note que ao escolher e escrever, você focou precisamente naquilo que te interessava. Este foco é importante, na medida em que simultâneamente te dirige para o que você quer e te afasta ddaquilo que não te interessa (no momento). Mais que isto, te faz agir: Você precisa pensar, escolher, decidir e escrever. É grande o efeito disto na sua memória.
Passo 2 – Imagine-se como Professor
  • Agora use a folha como uma lousa e explique para você mesmo o assunto.
  • Mas faça isto como se estivesse explicando o assunto para alguém que não sabe nada.
  • Note que a medida que vai explicando, você vai escrevendo e desenhando sobre a folha de papel.
  • É muito importante que você explique tanto as idéias já compreendidas como também aquelas ainda confusas para você.
    • Note que ao fazer isto você está não apenas clarificando as idéias, mas identificando precisamente aquilo que sabe e o que ainda precisa aprender.
  • Se perceber que alguma coisa está confusa, tente simplificar a linguagem ao máximo. Use exemplos comuns, palavras de uso cotidiano.
  • Uma alternativa sempre bem vinda é construir analogias. A ciência sempre usou isto. Por exemplo ao expicar a lei dos gases ela usa a mesa de sinuca. Aumentar a pressão é como botar muitas bolas na mesa. E com muitas bolas os choques são em maior quantidade, assim como as moléculas. É por isto que ao aumentar a pressão aumenta também a temperatura. Simples, não?
  • Sempre que parar em algum ponto mais difícil, vá ao livro, professor ou colega. Reaprenda este conceito até que possa explicá-lo com clareza.
  • Retorne ao seu papel e termine a explicação.
Como usar a técnica

Para compreender idéias

  • No caso da Matemática, um pouco na Física e em outras matérias técnicas o importante é compreender o passo a passo dos procedimentos.
  • Nas matérias de humanidades, importa compreender as relações e compilar grandes conjuntos de fatos em um único cenário.
    • Por isto passe por todas as etapas da explicação lentamente, para perceber exata e precisamente aquilo que não entendeu de modo a buscar no livro ou professor um auxílio dirigido específicamente àquilo que é necessário.

Para aumentar a memorização para as provas

  • Aqui você também passa por todas as etapas da explicação.
  • Mas a ênfase é nas melhores analogias e palavras simples que exprimem os conceitos. Óbvio que na prova você dará preferência aos termos técnicos. As palavras simples e analogias, são uma ferramenta para a sua compreensão, não para a redação das usa respostas na prova. Só as utilize com muito critério e em casos excepcionais.

Para a revisão antes das provas

  • De nôvo também passar por todas as etapas da explicação.
  • O detalhe é que esta passagem é feita SEM recorrer aos livros e professor.
  • É uma boa técnica para sua auto-avaliação.

Minha avaliação

É uma boa técnica de estudo? Acho que sim. Deve ser usada? Com certeza. Mas como tudo na vida tem limites e benefícios.

Seus limites

Não serve para tudo. Sua competência está no estudo/compreensão de idéias. Não lida com resolução de problemas (frequente em Matemática, Física ou Direito). Não serve para interpretar fatos e/ou teorias, uma habilidade que vem sendo cada vez mais solicitada.

É uma técnica que pressupõe um conteúdo relativamente estático a ser aprendido, e que será cobrado na prova de uma maneira mais ou menos similar à que foi apresentada.

É claro que te ajuda a compreender idéias, e isto é bom. Mas nos casos em que a demanda é pelo pensamento crítico e avaliação de conceitos, a compreensão é apenas uma das etapas iniciais.

Este é um limite que o aluno deve ter em mente quando decidir-se por ela. A técnica tem indicações precisas, que quando respeitadas  podem trazer bons resultados. Ou ao contrário, levar ao insucesso quando mal aplicada. E por isto o sucesso depende do discernimento do aluno ao escolhê-la.

Seus benefícios

Se usada apenas da forma explicada pelo vídeo, é interessante nos casos do ensino mais tradicional e em alguns concursos. Nestes casos o conteúdo é bem definido, e a cobrança privilegia sua reprodução.

Há ainda outra área que é benéfica; como procedimento de aplicação dos conceitos metacognitivos. Você pode usá-la atento ao seu processo de pensamento. Com isto simultâneamente o seu aprendizado se faz melhor e o nivel de conhecimento metacognitivo aumenta. E este aumento facilita o gerenciamento da sua aprendizagem, criando assim um circulo “beneficioso”, uma etapa ajudando a seguinte e esta a anterior.

Mas como usar para desenvolver a metacognição? Eu explico.

A metacognição é a consciênca dos seus processos cognitivos e o uso deste conhecimento para gerenciar sua aprendizagem. Assim note o que acontece na técnica.

No passo 1 você escolhe, seleciona e decide por um conceito. Neste caso preste atenção em como você faz isto. Em cada uma destas ações você estará aprendendo mais sobre você e atribuindo mais significado ao que aprende. Saber para que usará o conceito, te dará mais motivação para o estudo e aumentará sua memorização.

No passo 2 você explica. E para isto você precisa resgatar conhecimentos anteriores e, relacioná-los aos atuais. Precisa também traduzir estas idéias em palavras. Ao simplificar e ao inventar analogias vai à essência do conteúdo. Todas estas são operações mentais no domínio da metacognição. Dominá-las, de nôvo, aumenta sua motivação, compreensão e memorização. Mas também e novamente, aumenta sua competência em lidar com outros assuntos. Além do mais, ao exercitar tudo isto, você também está exercitando habilidades que serão úteis na prova.

Por isto sugiro que ao usá-la não se prenda apenas à técnica, mas amplie o seu significado. Como a ponta de um iceberg, o visível é apenas parte do todo. E lá como aqui a sua menor parte. Fui claro?

 

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Mauricio Abreu Pinto Peixoto | Criar seu atalho

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Professores deveriam “blogar”?

Professores deveriam blogarDo meu ponto de vista pessoal é óbvio que sim, já que você está lendo um “post” no meu blog.

Mas esta é uma decisão pessoal.

Para ajudar os colegas, listo abaixo razões para fazê-lo e também para não. O tema foi trabalhado no blog de STEVE WHEELER, intitulado “Learning with ‘e’s” em três posts que apresento ao final.

Acho que bons professores são autores, e escrever blogs é uma forma de autoria. O que você acha?

Por quê não ”blogar”?

  1. Falta de tempo suficiente para o blog.
  2. Achar que não têm nada a dizer.
  3. Medo de postar algo que acha que vai ser "abaixo do padrão" ou "errar o alvo”.
  4. Medo do que seus patrões podem dizer, e de suas conseqüências.
  5. Desconhecimento dos benefícios.

Por quê “blogar”?

  1. Faz você refletir.
  2. Pode abrir novos públicos.
  3. Pode criar uma dinâmica pessoal.
  4. Pode lhe dar um feedback valioso.
  5. Estimula sua criatividade.
  6. É divertido.

Concluindo:

Já disse, a decisão é muito pessoal. Ainda mais, as razões pró e contra listadas acima fazem mais sentido no ambiente norte-americano. Precisam ser adaptadas à nossa realidade.

Finalmente, “Professor” não é uma categoria homogênea. Variados  são os graus de conhecimento, habilidades como o computador, tipo e quantidade de vinculos profissionais, objetivos de vida, escolas, tipos de alunos, moradia, condição financeira, gênero, disciplina ministrada e muitas outras variáveis.

Por isto o que é bom para um pode não sê-lo para outro. E por isto também me abstenho de fazer recomendações genéricas. Mas acho que neste mundo contemporâneo todos nós, inclusive (e talvez principalmente) os professores deveriam estar atentos para tomar uma decisão consciente e crítica.

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Mauricio Abreu Pinto Peixoto | Criar seu atalho

Os posts do Steve

http://steve-wheeler.blogspot.com/2011/07/seven-reasons-teachers-should-blog.html

http://steve-wheeler.blogspot.com/2011/07/reasons-teachers-dont-blog.html

http://steve-wheeler.blogspot.com/2011/09/i-think-therefore-i-blog.html

Você tem algo a dizer ? Quer ampliar o debate ? Comentários são bem vindos.

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